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Luxemburgo. As restrições mais recentes "não estão a ser muito eficazes" na redução das infeções
Luxemburgo 3 min. 11.12.2020

Luxemburgo. As restrições mais recentes "não estão a ser muito eficazes" na redução das infeções

Luxemburgo. As restrições mais recentes "não estão a ser muito eficazes" na redução das infeções

AFP
Luxemburgo 3 min. 11.12.2020

Luxemburgo. As restrições mais recentes "não estão a ser muito eficazes" na redução das infeções

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Os cientistas estão surpreendidos por as medidas impostas pelo Governo ainda não terem surtido um efeito forte e alertam para o perigo de "um novo crescimento exponencial dos casos". Só o comportamento da população pode evitar o pior, dizem.

No Luxemburgo, a curva das infeções estagnou, mas a um nível ainda muito elevado “com uma média de 544 novos casos diários”. As previsões são esta semana mais pessimistas estimando que, por altura do Natal se registem 400 novas infeções diárias, um número que deveria já ser mais reduzido, no entender dos cientistas da Task Force Covid que semanalmente avaliam a evolução da doença no País para informar o Governo do estado atual da pandemia.

“Surpreendentemente, as últimas medidas adotadas parecem não ter ainda surtido um efeito forte e não estão a conduzir a um maior relaxamento da dinâmica da pandemia” no País, vincam no relatório sobre a evolução da covid-19 na semana de 3 a 9 de dezembro, hoje divulgado. 

Recorde-se que o recolher obrigatório, o fecho da restauração, a redução para dois convidados por lar familiar no País são as principais restrições em vigor e que irão ser prolongadas até 15 janeiro. Ao mesmo tempo, o Governo já anunciou que não irá abrir exceções para a noite de Natal nem para a passagem de ano, e que os centros comerciais e grande superfícies passam a ter regras mais duras.

O aumento das compras para a quadra natalícia poderá levar a um crescimento dos números pelo que a equipa de cientistas apela à população para cumprir os gestos barreira.


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648 alunos acusaram positivo nos testes de rastreio e entre os professores houve 110 novos casos, na semana de 30 de novembro a 6 de dezembro.

“Apesar das medidas adicionais implementadas, ainda é necessário um maior esforço social para mitigar a atual onda pandémica e fazer baixar os números para um patamar mais controlável”, declara a ‘task force’ Covid.

Tudo depende dos esforços pessoais

“O nosso objetivo comum deve continuar a ser o de contribuir para empurrar a curva para baixo, para um regime mais estável. O comportamento da sociedade pode alterar a curva e levá-la a seguir uma ou outra direção”, vincam os cientistas. 

“O número total de casos ativos estimados estabilizou durante a semana em curso, mas continua elevado, acima de 8000 casos. Se a tendência atual se mantiver nos próximos dias/semanas, o nosso modelo a médio prazo para os casos diários apresenta novamente uma projeção ligeiramente mais pessimista do que a da semana passada”, frisam no relatório.

Por isso, há que cumprir todas as medidas e regras individuais para não haver de novo um crescimento exponencial das infeções nesta segunda vaga da pandemia no Luxemburgo. “Este será o maior perigo” e que poderá sobrecarregar o sistema de saúde.


IPO,Conseil de Gouvernement. Xavier Bettel & Paulette Lenert.Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
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O primeiro-ministro afirmou esta tarde que o confinamento parcial vai durar até pelo menos 15 de janeiro. Não haverá relaxamento das medidas no Natal e Ano Novo.

Maior número internados de sempre

No País, desde o aparecimento do primeiro caso de infeção pelo SARS-CoV-2, em março,  nunca houve tantos doentes internados devido à infeção pelo novo coronavírus, como agora. Na quinta-feira estavam internados 50 doentes nos cuidados intensivos e 222 hospitalizados nos cuidados normais.

Também quinta-feira o Centro Hospitalar do Norte anunciou o cancelamento de todas as cirurgias programadas não urgentes nos hospitais de Wiltz e de Ettelbruck para conseguir reunir mais profissionais e ganhar mais espaço para os doentes covid-19. Estes dois hospitais atingiram já o limite das suas capacidades, frisou a administração em comunicado.

Natal e férias são um risco

Por esta altura, as compras de Natal e as férias que se aproximam constituem grandes preocupações para os cientistas e para o Governo, representando um risco de aumento das infeções.

As previsões deste grupo de trabalho face à última semana apontam agora para uma média de 400 novos casos diários por altura do Natal, contra os 300 previstos na semana passada.

Da avaliação feita à situação os cientistas frisam que esta estagnação em nível elevado de casos continua volátil.


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O Governo vai impor novas regras de circulação nas grandes superfícies comerciais para evitar ajuntamento de clientes. Passa também a ser proibido comer nesses locais.

Da avaliação feita a task force Covid conclui que “as medidas recentes ainda não são tão eficazes quanto necessário e que a atenuação da onda epidémica depende de mais esforços sociais para reduzir as interações, respeitando as medidas de higiene e a participação ativa em testes em larga escala para prevenir estrangulamentos no sistema de saúde e na capacidade de rastreio de contactos”.  

“Uma potencial recuperação rápida e forte da onda só consegue ser evitada se conseguirmos empurrar a curva das infeções mais para baixo”, alertam.

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