Escolha as suas informações

Luxemburgo. "As greves pelo clima vão continuar"
Luxemburgo 26.03.2019

Luxemburgo. "As greves pelo clima vão continuar"

Luxemburgo. "As greves pelo clima vão continuar"

Foto: Luxemburger Wort
Luxemburgo 26.03.2019

Luxemburgo. "As greves pelo clima vão continuar"

Sophie WIESSLER
Sophie WIESSLER
Cerca de uma dúzia de estudantes do ensino secundário, representantes do movimento "Youth for Climate", encontraram-se esta segunda-feira com Xavier Bettel, dez dias depois da grande manifestação pelo clima que mobilizou mais de 10.000 pessoas. Esta terça-feira, os jovens voltam a reunir-se no Oekozenter para discutir os próximos passos.

Pouco mais de uma semana após a greve mundial no Luxemburgo que reuniu entre 7.500 pessoas (segundo a polícia) e 15.000 (segundo os organizadores) nas ruas da capital, uma pequena delegação de alunos do secundário reuniu-se esta segunda-feira à noite, a pedido do primeiro-ministro Xavier Bettel, para "apresentar os seus objetivos e o propósito do movimento".  


Greve ambiental. “Para quê estudar se não temos futuro?"
Milhares de jovens encheram as ruas da cidade do Luxemburgo, esta sexta-feira, em protesto contra a inação do Governo para salvar o planeta. Um movimento mundial que no Luxemburgo começou com três alunas portuguesas.

Reunidos sob a bandeira do "Youth for Climate Luxembourg", os cerca de dez estudantes afirmaram de imediato o facto de que "as greves vão continuar". "Não estamos felizes o suficiente para parar com tudo. Estas greves vão continuar, como uma ferramenta de pressão sobre os políticos para que atuem finalmente contra as alterações climáticas", explica Zélie, estudante do ensino secundário. A jovem de 17 anos disse estar contente com o facto de o governo de Bettel querer discutir a questão do clima.

Foto: Youth for Climate

Ver algo em "concreto"

Algumas horas após a greve do dia 15 de março, o primeiro-ministro disse estar "sensível aos argumentos dos jovens e à sua mobilização" e apoiá-los "no seu compromisso". Um sentimento que se confirmou esta segunda-feira à noite, ao propor uma reunião com ministros e estudantes, para "ouvir as preocupações" dos mais novos.


Sara, Joana e Sílvia
As três lusodescendentes que querem parar o aquecimento global no Grão-Ducado
Desde há um ano que os jovens do mundo estão mais inquietos. Perceberam que o mundo que as anteriores gerações lhe pretendem deixar arrisca-se a ser um escombro em forma de planeta. O Contacto foi conhecer três organizadoras da greve global do clima de 15 de março no Luxemburgo.

Esta iniciativa foi apreciada pelos alunos que realçam, no entanto, "querer ver algo em concreto" para além das "palavras dos políticos", como afirmou Zélie. "O governo tem de trabalhar com cientistas especialistas para encontrar soluções concretas com base na grande quantidade de dados disponíveis. A sua principal prioridade deve ser ouvir e colocar em prática as propostas dos cientistas".


Governo luxemburguês apoia greve pelo clima
Em comunicado, o Executivo destaca a determinação dos jovens e recorda medidas do plano nacional integrado.

Esta terça-feira, os estudantes vão fazer uma reunião aberta ao público, no Oekozenter, em Pfaffenthal. "Vamos discutir os próximos passos a seguir e, provavelmente, definir novas datas para futuras greves", explica Zélie.

O artigo original foi publicado em francês no Luxemburger Wort


Notícias relacionadas