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Luxemburgo adota medidas de prevenção contra a febre suína africana
Luxemburgo 2 min. 24.09.2018

Luxemburgo adota medidas de prevenção contra a febre suína africana

Luxemburgo adota medidas de prevenção contra a febre suína africana

Foto: Paulo Cunha/LUSA
Luxemburgo 2 min. 24.09.2018

Luxemburgo adota medidas de prevenção contra a febre suína africana

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Apesar de não ter sido detetado nenhum caso no país, o governo luxemburguês adotou um conjunto de medidas de prevenção contra a febre suína africana. As autoridades belgas anunciaram hoje o abate de 4000 porcos em Étalle, perto da fronteira com o Luxemburgo.

Em resposta à descoberta do vírus da febre suína africana (ASP) na Bélgica, o ministério da Agricultura luxemburguês anunciou um conjunto de medidas para prevenir a propagação do vírus. No portal do ministério pode ler-se também que o víruos  não foi detetado no país até à data.

O governo criou, no entanto, uma zona de vigilância junto à fronteira com a Bélgica e a França. Esta área está limitada a norte pela auto-estrada A6 entre Steinfort e a cidade do Luxemburgo e a este, pela A4 entre a cidade do Luxemburgo e Esch-sur-Alzette (foto em baixo). Contrariamente à medida tomada pelas autoridades belgas em Étoille, a caça continua a ser permitida neste perímetro de vigilância. Ao mesmo tempo, as autoridades procuram ativamente javalis, informa o portal do ministério da Agricultura, um dos principais focos de contágio para os porcos.

Foto: Ministério da Agricultura do Luxemburgo

As medidas de controlo são uma resposta à descoberta da ASP na Bélgica, perto do Luxemburgo, no dia 15 de setembro. As autoridades belgas decidiram abater 4000 porcos em bom estado de saúde, como medida de precaução. O ministério do Grão-Ducado avisa também que estas providências podem vir a sofrer alterações consoante o desenrolar da situação.

O governo está também a preparar uma sessão de informação com produtores de porcos no dia 27 de setembro, próxima quinta-feira. Até lá é pedido aos produtores que cumpram com as regras sanitárias. Os donos de porcos domésticos situados dentro da zona de vigilância são obrigados a manter os animais em estábulos.

Vírus não constitui risco para os humanos

Na informação publicada online, o governo esclarece que o ASP não é perigoso para os humanos, quer pelo contacto direto com os animais quer pela ingestão de carne de porco contaminada ou produtos derivados.

O contágio acontece entre os animais e restos de comida que contenham carne de porco contaminada. Desta forma, as autoridades aconselham manter sacos de lixo com restos de comida, sobretudo carne de porco, longe do alcance de porcos selvagens ou javalis.

Já em fevereiro de 2018 o executivo luxemburguês constituiu um grupo de trabalho para acompanhar de perto a situação. As autoridades pedem também aos cidadãos para ligarem para o número de telefone 40 22 01 666 caso encontrem um javali morto sem aparente causa de morte. 

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