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Luxemburgo. Abertura das escolas não ajudou a espalhar o vírus
Luxemburgo 2 min. 19.01.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Abertura das escolas não ajudou a espalhar o vírus

Luxemburgo. Abertura das escolas não ajudou a espalhar o vírus

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 19.01.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. Abertura das escolas não ajudou a espalhar o vírus

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Um relatório do Ministério da Educação referente ao último trimestre de 2020 garante que as medidas de combate à covid-19 em ambiente escolar estão a resultar.

O Ministério da Educação Nacional da Infância e da Juventude publicou um relatório sobre a análise da situação pandémica nas escolas do país entre 15 de setembro a 27 de dezembro de 2020. 

O documento demonstra o que os números já vinham a dizer: que a "segunda vaga ultrapassou de longe a primeira em termos de proporção e alcance, tendo impacto não só na sociedade em geral, mas também no ambiente escolar".   

Os dados foram disponibilizados pela Inspeção da Saúde e validados pela Comissão de Coordenação (COPIL) instituída pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Educação Nacional da Criança e da Juventude no quadro do sistema de saúde da Educação Nacional. 


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No entanto, segundo as conclusões do executivo, a "reabertura das escolas em setembro de 2020 não parece ter contribuído para acelerar a propagação do coronavírus". Isto porque as medidas tomadas no âmbito do "Plano Nacional de Educação e Saúde têm contribuído para travar a transmissão do coronavírus no ambiente escolar", congratula-se a tutela.

Ainda assim, o Ministério assume que "entre 15 a 22% das infeções podem ser rastreadas até ao ambiente escolar", significando na prática que tanto os alunos como professores infetados apanharam o vírus durante as aulas. 

Em entrevista recente à RTL, o ministro da Educação, Claude Meisch, assumiu que as escolas seriam "logicamente, locais de infeção" mas que "não havia forma de saber mesmo se os 20% de infeções ocorreram efetivamente nas escolas. As infeções nunca podem ser totalmente rastreadas", considerou  Meisch. 

O ministério reitera ainda que os "fatores externos à escola, como contexto socioeconómico, idade ou distribuição geográfica, têm impacto significativo sobre o número de casos positivos nas escolas" e que a vigilância continua ativa, mesmo que os números estejam a baixar. E refere nomeadamente os detetores de CO2 ou os testes em larga escala para a comunidade escolar, após as férias de fim de ano. 

O Governo encomendou 12 mil aparelhos para medir a qualidade do ar nas escolas, creches e 'maisons relais' e espera ter todas as escolas primárias e secundárias equipadas até ao Carnaval. 

Quantos aos testes nos estabelecimentos de ensino, os testes à covid-19 não foram alarmantes no geral mas há que salientar a fraca adesão ao longo dos três meses. Dos 120 mil vouchers enviados a alunos entre os 4 e os 19 anos, apenas um em cada cinco fez o teste. Já  41% dos professores e do pessoal escolar foram testados. Entre setembro e novembro de 2020, entre os testes realizados foram detetados 20 casos positivos entre o pessoal escolar e 106 entre os alunos. 

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