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Luxemburgo. A primeira vítima de covid-19 morreu há um ano
Luxemburgo 2 min. 13.03.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. A primeira vítima de covid-19 morreu há um ano

Luxemburgo. A primeira vítima de covid-19 morreu há um ano

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 13.03.2021 Do nosso arquivo online

Luxemburgo. A primeira vítima de covid-19 morreu há um ano

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A ministra da Saúde não esquece o momento e lembra que foi aí que se "tornou inegável a situação".

Duas semanas após a notificação do primeiro caso de infeção em Luxemburgo, o país registou oficialmente a primeira morte por covid-19 a 13 de março. 365 dias depois, as consequências desta pandemia mudaram o mundo.  

"Lembro-me muito bem do anúncio da primeira morte. Foi um choque para mim e ter que anunciá-lo como Ministra da Saúde foi muito, muito difícil." Um ano após a morte da primeira vítima do covid, Paulette Lenert disse ao Luxemburger Wort que não esquece este momento que "tornou inegável a situação". 

Um ano depois e com as vacinas contra a covid-19 já no mercado, a situação está longe de estar resolvida e deixou marcas profundas. 

A grande maioria das vítimas da covid-19 no Luxemburgo são idosos com mais de 70 anos, de acordo com estatísticas oficiais que evocam quase nove em cada dez casos. Com mais de 79 anos, representam 67,8% dos óbitos neste ano. 

 Entre a classe trabalhadoras, as maiores taxas de infeção registam-se entre os 25 e 54 anos. A presença das variantes mais contagiosas, como a britânica e a sul-africana também gerou preocupação entre a população. A variante inglesa está a dominar os casos de infeção no Grão-Ducado, o que é preocupante dada a sua maior transmissibilidade e contágio entre 40% a 70% superior. 

Aliás, os cientistas da ‘Task force covid’ consideram que esta estirpe será a responsável pela potencial terceira vaga que estará a chegar ao Luxemburgo com o pico estimado para maio. Na última semana, o Laboratório Nacional de Saúde (LNS) sequenciou 354 amostras de testes positivos chegados de todo o país referentes ao período de 22 a 28 de fevereiro. Deste total, 221 acusaram infeção pela variante inglesa (65,5%) e 54 (16%) pela variante sul-africana. Também foi detetado um caso de variante brasileira.

Em relação ao avanço da vacinação, cuja fase 1 começou a 28 de dezembro, foram vacinados até ao momento 54.900 pessoas. No final da próxima semana, deverão começar a ser enviados os primeiros convites para a fase 3, que está reservada a pessoas entre os 70 e 74 anos. 

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