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Luxemburgo. 65,5% das infeções covid já são causadas pela variante inglesa
Luxemburgo 2 min. 11.03.2021

Luxemburgo. 65,5% das infeções covid já são causadas pela variante inglesa

Luxemburgo. 65,5% das infeções covid já são causadas pela variante inglesa

AFP
Luxemburgo 2 min. 11.03.2021

Luxemburgo. 65,5% das infeções covid já são causadas pela variante inglesa

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Os casos de infeção por esta variante descoberta no Reino Unido e pela estirpe sul-africana (16%) estão a aumentar no país. De 22 a 28 fevereiro foi também registado um caso de variante brasileira.

Como os especialistas e o Governo previam, a variante inglesa está a dominar os casos de infeção no Grão-Ducado, o que é preocupante dada a sua maior transmissibilidade e contágio entre 40% a 70% superior. Aliás, os cientistas da ‘Task force covid’ consideram que esta estirpe será a responsável pela potencial terceira vaga que estará a chegar ao Luxemburgo com o pico estimado para maio.

O Laboratório Nacional de Saúde (LNS) sequenciou 354 amostras de testes positivos chegados de todo o país referentes ao período de 22 a 28 de fevereiro. Deste total, 221 acusaram infeção pela variante inglesa (65,5%) e 54 (16%) pela variante sul-africana. Também foi detetado um caso de variante brasileira.

As amostras analisadas constituem 27% do total das infeções dessa semana, 1315 casos, pelo que a sequenciação é representativa, declaram os cientistas no relatório da análise semanal, denominado ReViLux, divulgado hoje.


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Casos crescem numa semana

Na semana anterior a variante inglesa tinha sido responsável por 53,7% das infeções analisadas e a sul-africana por 14,8% dos casos do total, lembram os cientistas do departamento de microbiologia do LNS, onde é realizada a sequenciação das amostras.

Desde 19 dezembro quando surgiu o primeiro caso da variante do Reino Unido já foram registados 813 casos. Quanto à variante da África do Sul, descoberta no país a 11 de janeiro, totaliza até 28 fevereiro 159 infeções. A variante brasileira, apenas 2 casos, o primeiro foi a 2 de fevereiro.

Na semana estudada circulavam no Luxemburgo 17 variantes do SARS-CoV-2 original, sendo a mais representativa a variante descoberta em Kent, Reino Unido.

Os perigos destas variantes

As mutações genéticas do novo coronavírus original que deram origem à variante inglesa tornaram esta estirpe mais transmissível e contagiosa. Além de que está a ser investigada o seu possível impacto na eficácia das vacinas atualmente disponíveis e a possibilidade de ser capaz de reinfectar pessoas que já foram infetadas com o vírus do SARS-CoV-2 original e recuperaram.

As mesmas capacidades possuem também as variantes sul-africana e a brasileira, mas estas ainda estão menos estudadas pois a sua circulação ainda é menor e está mais circunscrita aos países de origem.


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13 mutações relevantes

Atualmente o programa de vigilância genómica LNS regista a ocorrência de 13 diferentes mutações conhecidas da SARS-CoV-2, assumidas como tendo relevância clínica e epidemiológica, refere o relatório. A lista de mutações observadas está continuamente a ser atualizada com base no aparecimento e prevalência das variantes do vírus original da covid-19.

Os dados do ReViLux são comunicados “como apoio à compreensão da dinâmica de transmissão de vírus, incluindo a introdução de novas variantes, para a avaliação do impacto das medidas de resposta, ao rastreio dos contactos e à investigação de clusters”.

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