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Luxair não tornará a vacinação obrigatória para os seus passageiros
Luxemburgo 3 min. 29.12.2020

Luxair não tornará a vacinação obrigatória para os seus passageiros

Luxair não tornará a vacinação obrigatória para os seus passageiros

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 3 min. 29.12.2020

Luxair não tornará a vacinação obrigatória para os seus passageiros

Chefe executivo da Luxair considera que máscaras serão necessárias durante algum tempo, uma vez que "o problema só será resolvido quando a maioria das pessoas estiver vacinada ou imune de outra forma".

A Luxair não vai introduzir uma política de vacinação obrigatória para os passageiros. A declaração foi feita esta terça-feira pelo chefe da empresa, Gilles Feith que garantiu que a companhia aérea seria orientada pelos seus países de destino em termos de vacinas ou outros requisitos em relação à covid-19, mas que a Luxair não iria instalar a sua própria política de vacinação obrigatória. 

Em termos gerais, Feith não está convencido de que deva caber às companhias aéreas tomar estas decisões, sugerindo que devem seguir as orientações fornecidas pelos governos nos seus destinos. 

Em entrevista à RTL, o chefe executivo da comopanhia aérea do Grão-Ducado disse que as máscaras são atualmente obrigatórias para todo o pessoal e passageiros a bordo dos voos da Luxair, tal como exigido pelo governo, bem como pelos órgãos governamentais dentro do setor. 

Garantindo que a empresa não abre quaisquer exceções a este respeito, e apenas os passageiros com um certificado médico válido estão isentos de usar uma máscara durante os voos, situação que já aconteceu desde o início da pandemia. Houve, no entanto, o registo de dois casos de pessoas que recusaram o uso de máscara, situação que enquadra-se no "procedimento para passageiros indisciplinados", e pode forçar a companhia aérea a fazer uma aterragem de emergência, que implica custos significativos, uma vez que coloca outros passageiros em perigo potencial. 

Nestes casos, a companhia aérea decretou uma proibição temporária aos passageiros infractores. No entanto, o empresário observou que a grande maioria dos passageiros não tem qualquer problema em usar máscara. 

Quanto ao futuro das máscaras nos aviões aéreos, Feith pensa que serão necessárias durante algum tempo, uma vez que o problema só será resolvido quando a maioria das pessoas estiver vacinada ou imune de outra forma. 

No que diz respeito às refeições a bordo, Feith disse que a companhia aérea recomenda que as pessoas não demorem mais de 15 minutos a comer. 

A companhia aérea não impõe quaisquer limitações ao número de passageiros, nem Feith prevê que o façam. No entanto, adiantou que tentam espalhar os passageiros na medida do possível. 


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Feith não tinha um valor exacto para os custos adicionais para a companhia aérea decorrentes das novas medidas sanitárias, mas disse que para alguns destinos o manuseamento do avião, só por si, registou um aumento de custos de 20-25%. 

Na lista de custos incluem-se "fatores como a verificação obrigatória da temperatura dos passageiros, formulários a preencher e, claro, a desinfecção obrigatória dos pontos de contacto entre cada carga de passageiros", lê-se na entrevista. No entanto, estes custos adicionais são "marginais quando comparados com os da imobilização total da frota". 

Não ao aumento de preços

Em termos de preços de bilhetes, Feith observou que a companhia aérea não deseja dissuadir os clientes através do aumento dos preços.

Segundo o chefe executivo da empresa, o comportamento dos consumidores tem tido aqui um impacto, na medida em que têm notado uma tendência nas pessoas que reservam os seus voos mais perto da hora de partida do que tradicionalmente o fariam - e os preços tendem a subir mais perto da partida.

Como tal, reviram a sua estrutura de preços, e Feith observou que alguns bilhetes durante o Natal, período durante o qual disse que a Luxair operava cerca de 60% da sua frota, eram na realidade mais baixos do que outros anos.

Quanto ao futuro, Feith disse que a companhia aérea espera receitas mais baixas durante os próximos três anos, o que deixa a opção de aceitar perdas ou aumentar os preços. Com um enfoque nos aspetos sociais do negócio, tais como empregar pilotos em vez de trabalhar com eles numa base independente, a companhia aérea tem menos alavancas de custos a puxar, afirmou. 

Dada a importância que a empresa atribui à responsabilidade social, Feith disse que isto não é algo que eles queiram mudar, e que espera que os clientes também o valorizem.

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