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Local de culto: Centro Islâmico de Esch vandalizado com graffiti
Luxemburgo 23.11.2015 Do nosso arquivo online

Local de culto: Centro Islâmico de Esch vandalizado com graffiti

Foto de aquivo do Centro Islâmico de Esch

Local de culto: Centro Islâmico de Esch vandalizado com graffiti

Foto de aquivo do Centro Islâmico de Esch
Foto: Luc Ewen
Luxemburgo 23.11.2015 Do nosso arquivo online

Local de culto: Centro Islâmico de Esch vandalizado com graffiti

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O Centro Islâmico de Esch foi vandalizado com graffiti, na quinta-feira. Os representantes da comunidade muçulmana no Luxemburgo denunciam uma "estigmatização" da comunidade e pedem ao Estado que tome medidas que façam respeitar os locais de culto.

O Centro Islâmico de Esch foi vandalizado com graffiti, na quinta-feira, depois dos atentados de Paris. Os representantes da comunidade muçulmana no Luxemburgo, Shoura, denunciam uma "estigmatização" da comunidade e pedem ao Estado luxemburguês que tome medidas que façam respeitar os locais de culto.

"A Shoura denuncia com veemência o tag imundo que foi escrito na vitrina de um lugar de culto islâmico. Essas inscrições de cor amarela fazem lembrar os mais sombrios tempos do século 20 quando, na Alemanha, as vitrinas dos comerciantes judeus foram marcadas com o termo 'Jude'. Pedimos ao Estado que tome medidas que façam respeitar os princípios que sustentam a nossa sociedade", diz a Shoura num comunicado divulgado esta segunda-feira.

A vitrina da Associação Multicultural do Oeste (AMCO), situada na rue du Brill, em Esch-sur-Alzette, foi vandalizada na quinta-feira com inscrições de graffiti.

"Depois da tragédia de Paris, o momento é favorável aos sentimentos de ódio de algumas pessoas contra outras. Hoje são os muçulmanos, ontem foram os judeus, os comunistas, os tutsis ou ainda os não-brancos. A história mostra que a radicalização da violência não precisa de uma religião para se manifestar. Os nazis, os khmers vermelhos ou o regime de Pinochet foram inspirados por ideologias seculares. Também a revolução francesa, mãe da modernidade e da laicidade engendrou o terror e fanáticos sedentos de sangue", pode ler-se ainda no comunicado da Shoura.

Os representantes da comunidade islâmica no Luxemburgo condenam a "estigmatização" dos muçulmanos e defendem a "importância de garantir a cada um a liberdade de pensar, de crer ou de não crer, de manifestar as suas opiniões e de praticar a sua religião".

Quanto ao local de culto, a associação AMCO é conhecida como o ponto de encontro dos muçulmanos radicais no Grão-Ducado.

O jovem jihadista português originário de Meispelt, Steve Duarte, que deixou o Luxemburgo para se juntar ao grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria, ter-se-á convertido ao Islão em 2010, neste mesmo local em Esch.


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