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"Lesados do BES no Luxemburgo deviam lutar pelos seus direitos"
Luxemburgo 2 min. 09.04.2016 Do nosso arquivo online
Paulo Pisco

"Lesados do BES no Luxemburgo deviam lutar pelos seus direitos"

O deputado Paulo Pisco esteve ontem no aniversário do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA)
Paulo Pisco

"Lesados do BES no Luxemburgo deviam lutar pelos seus direitos"

O deputado Paulo Pisco esteve ontem no aniversário do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA)
Foto: Paulo Dâmaso
Luxemburgo 2 min. 09.04.2016 Do nosso arquivo online
Paulo Pisco

"Lesados do BES no Luxemburgo deviam lutar pelos seus direitos"

No Luxemburgo deverá haver cerca de "meio milhar" de lesados do BES. O número foi adiantado ao CONTACTO por Paulo Pisco, deputado socialista eleito pelo círculo da Europa, que deixou um repto aos imigrantes lusos no Grão-Ducado para que se juntem ao movimento de lesados criado recentemente em França.

No Luxemburgo deverá haver cerca de "meio milhar" de lesados do BES. O número foi adiantado ao CONTACTO por Paulo Pisco, deputado socialista eleito pelo círculo da Europa, que deixou um repto aos imigrantes lusos no Grão-Ducado para que se juntem ao movimento de lesados criado recentemente em França.

"Acho que os lesados do BES no Luxemburgo, cerca de 500, se deveriam juntar e unir ao movimento mais vasto que existe em França. Esta é uma luta que nenhum dos lesados pode ganhar isoladamente. Tem de haver uma associação forte que represente e defenda os seus direitos", disse ao CONTACTO Paulo Pisco, à margem da sessão evocativa do 36º aniversário do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), na sexta-feira.

No total, estima-se que sejam cerca de oito mil os emigrantes portugueses afectados pela falência do BES. Só em França são cerca de 4.000 e os restantes 4 mil estão repartidos pelos outros países. No Luxemburgo serão meio milhar.

"Quero conhecer os portugueses no Luxemburgo que foram prejudicados e transmitir-lhe uma mensagem de esperança, pois acredito que o caso será resolvido", frisou o parlamentar socialista. "Este é um processo de luta. Acho que os emigrantes conseguirão pelo menos reaver algum do seu dinheiro. O ideal era que o conseguissem reaver todo. Isso é que era justo", rematou Paulo Pisco.

Os emigrantes prejudicados pela falência do BES também estão abrangidos pelo memorando de entendimento assinado na semana passada pelo Governo de António Costa e representantes do Banco de Portugal, da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, do Banco Espírito Santo e da Associação de Defesa dos Clientes Bancários Lesados e Investidores em Papel Comercial.

"No documento fica claro que os emigrantes lesados também vão poder sentar-se à mesa das negociações", esclareceu o deputado do PS.

Paulo Pisco vai encontrar-se este sábado em Paris com membros da recém criada Associação Movimento Emigrantes Lesados (AMELP), que já aplaudiu o memorando assinado pelo Governo.

"Este encontro é também uma manifestação de solidariedade da minha parte. Uma forma de lhes dizer que poderão sempre contar comigo, quer esteja na oposição ou a apoiar o Governo. O objectivo é saber qual é o actual ponto da situação relativamente a todos os lesados do BES, compreender que diligências já fizeram e que respostas tiveram, saber quais são as suas intenções de actuações para o futuro", disse Paulo Pisco.

Afirmando que muitos dos emigrantes que foram vítimas do BES estão a viver "situações dramáticas", pois temem "perder tudo aquilo que amealharam ao longo de uma vida de trabalho", Paulo Pisco pediu que haja empenho da parte do Governo para "acompanhar a situação e procurar uma solução justa para as suas situações".

Paulo Dâmaso