LCGB critica ArcelorMittal pela venda da fábrica de Dudelange ao Liberty House Group
Depois de, no passado dia 30, ter manifestado reservas quanto à origem dos fundos financeiros dos indianos do Liberty House Group, o sindicato LCGB reagiu ao anúncio da venda da unidade de Dudelange da ArcelorMittal e acusou a família Mittal de "privilegiar um ator financeiro em detrimento de um ator industrial".
Em comunicado, o sindicato interroga-se "sobre a estratégia escondida sob esta manobra" e lembra que, no passado mês de julho, a alemã Salzgitter apresentara uma proposta para compra da fábrica em Dudelange, surgindo até 12 de outubro como principal candidata à aquisição. Nessa altura, a ArcelorMittal anunciou a venda de quatro unidades ao Liberty House Group, solicitando três semanas para revelar o futuro das fábricas de Dudelange e Liège.
O sindicato coloca em dúvida "os dados que terão sido transmitidos à Salzgitter" e acusa a ArcelorMittal de ter criado as bases para um "acordo entre parceiros com vista à partilha do mercado sem fazerem sombra um ao outro".
Ao mesmo tempo, o sindicato deixa dúvidas sobre a forma como o Libert House se desenvolveu "a uma velocidade vertiginosa" desde 2015, lembrando que, "em quatro anos, o grupo passou de 1.500 para perto de 26 mil trabalhadores", algo que "suscita a inquietação" do LCGB em função das interrogações manifestadas quanto à origem dos fundos financeiros.
O sindicato promete encontrar-se com os parceiros belgas e enviar à Comissão Europeia um dossier completo sobre a situação, exigindo que os compradores "respeitem os acordos sociais em vigor" e apresentem "um plano industrial e de investimentos futuros que garantam a continuidade da fábrica, bem como os postos de trabalho". Ao mesmo tempo, o LCGB pede uma reunião de urgência do comité siderúrgico tripartido e deixa um apelo ao futuro governo da coligação para que "respeite as tomadas de posição após o anúncio da venda da fábrica de Dudelange para que sejam protegidos os postos de trabalho de 300 assalariados".
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