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Jovens com medo de viver
Editorial Luxemburgo 2 min. 27.01.2021

Jovens com medo de viver

Jovens com medo de viver

Foto: Getty Images/iStockphoto
Editorial Luxemburgo 2 min. 27.01.2021

Jovens com medo de viver

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Fechados em casa, com medo de sair. Celebram os aniversários online e receiam os contactos sociais. O confinamento provocada pela pandemia está a fazer disparar as angústias, medos e stress entre os adolescentes. O Contacto revela esta semana testemunhos de jovens em stress, no Luxemburgo e Portugal.

Ficou internado no hospital e ninguém sabe quando vai sair. Tudo começou com o receio de ir à escola, medo de sair de casa. Em isolamento, dentro de quatro paredes, tinha como única companhia o computador e o telemóvel. Chegou a barricar-se no quarto para que ninguém a incomodasse. Cama encostada à porta para travar a entrada no seu espaço e na sua vida. Depois tentou acabar com tudo. Este é apenas o caso de uma jovem portuguesa que vive no Luxemburgo. Casos como estes começam a multiplicar-se entre os adolescentes.

Fechados em casa, com medo de sair. Celebram os aniversários online e receiam os contactos sociais. O confinamento provocada pela pandemia está a fazer disparar as angústias, medos e stress entre os adolescentes.

"Há cada vez mais jovens a cair em depressão, com ataques de pânico e crises de ansiedade e a desenvolver problemas psicológicos sérios" revela Anne Marie-Antoinne, psicóloga de Planeamento Familiar na reportagem que publicamos, esta semana, na edição do Contacto. A jornalista Paula Santos Ferreira ouviu o relato de jovens adolescentes no Luxemburgo e Portugal que traçam um retrato de uma geração que "têm a vida em suspenso."

Mas a manchete da edição desta semana denuncia o caso de 200 portugueses que não conseguiram votar no Consulado de Portugal no Luxemburgo. Tudo porque não constavam dos cadernos eleitorais. Depois de um processo de recenseamento automático é inadmissível que centenas de portugueses tenham sido impedidos de votar, simplesmente porque não constavam das listas distribuídas. 


Luxemburgo. Adesão às urnas cresce mas muitos portugueses não conseguem votar
Às 14 horas de domingo já 1.200 eleitores tinham ido votar ao consulado português no Luxemburgo. Nas presidenciais anteriores, não houve mais de 527 votos. Mas há muita gente a ser impedida de exercer o seu direito.

 O problema é que muitos nem constavam dos cadernos do Consulado, nem dos cadernos eleitorais em Portugal. "Uma anomalia" que já levou o embaixador de Portugal no Luxemburgo a pedir explicações a Lisboa. A reportagem do Ricardo J. Rodrigues revela que houve casos também no Consulado português na Bélgica. E há notícia de casos semelhantes noutras geografias.

Portugal a gerir a Europa

Sempre que Portugal tem assumido a presidência europeia tem deixado boas memórias. Os desafios desta presidência que agora começa são mais que muitos. Da gestão da luta contra pandemia, à distribuição massiva de vacinas, passando pela recuperação da economia europeia e a reforma da PAC, são alguns dos dossiês em cima da mesa. As prioridades desta presidência portuguesa da União Europeia são apresentadas pelo embaixador de Portugal no Luxemburgo, numa entrevista que não deve perder. O diplomata apela a que “bazuca europeia” entre rapidamente me ação para minorar o efeito devastador da pandemia nas economias dos Estados – membros.


Covid-19. Portugal admite pedir apoio internacional
"Todas as hipóteses estão a ser consideradas", avançou o Ministério da Saúde ao Contacto. Luxemburgo ofereceu ajuda mas ainda não recebeu pedido.

Um sistema hospitalar à beira da catástrofe

Com quase trezentas vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas em Portugal, as instituições hospitalares do país estão a entrar em colapso. Nas últimas horas, a ministra da Saúde portuguesa admitiu recorrer à ajuda internacional. Não consigo deixar de pensar a sorte que tenho em viver no Luxemburgo, país em que a gestão da resposta à pandemia tem sido muito mais eficiente que em Portugal.

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Recém-chegado ao Grão-Ducado, mas com muita experiência internacional, António Gamito não considera que o voto nas legislativas para os estrangeiros seja um tema do momento. Quanto à questão da indexação salarial para os funcionários, refere que vai “tentar resolver com Lisboa”. E, além da proximidade que pretende manter com a comunidade portuguesa, vem preparado para reforçar o relacionamento bilateral.