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Jean Asselborn critica decisão da Bélgica de colocar Luxemburgo na "zona laranja"
Luxemburgo 15.07.2020 Do nosso arquivo online

Jean Asselborn critica decisão da Bélgica de colocar Luxemburgo na "zona laranja"

Jean Asselborn critica decisão da Bélgica de colocar Luxemburgo na "zona laranja"

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 15.07.2020 Do nosso arquivo online

Jean Asselborn critica decisão da Bélgica de colocar Luxemburgo na "zona laranja"

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A Bélgica classificou o Luxemburgo como "país de risco". Jean Asselborn reagiu, enviando uma carta aos homólogos belgas onde critica a decisão.

O aumento do número de casos de coronavírus no Grão-Ducado nas últimas duas semanas preocupou a Bélgica, que colocou o Luxemburgo na zona "laranja" no domingo. 

Jean Asselborn, Ministro dos Negócios Estrangeiros, enviou uma carta ao seu homólogo belga para explicar o aumento do número de casos positivos, disse o ministério ao L'essentiel. 

Nesta carta, o ministro escreveu que o aumento do número de infecções deve ser "lido em relação aos nossos esforços para assegurar a melhor vigilância possível", ou seja, a abordagem do Luxemburgo de testes em grande escala planeada durante o desconfinamento. 

O Luxemburgo é o país da UE que mais testes realiza, com 9.582,6 testes por 100.000 habitantes durante sete dias, de acordo com os últimos números publicados pelo CEPCD. O aumento das infecções faz, portanto, sentido para o ministério: "à medida que mais testes são realizados, mais casos podem ser detetados e cadeias de infeção quebradas".   


Transfronteiriços representam 20% dos casos positivos detetados no Luxemburgo
Governo já pediu ao Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças que sejam tidos em conta apenas os casos diagnosticados em residentes para efeitos estatísticos.

Para além deste aumento no número de casos, há também o elevado número de trabalhadores transfronteiriços infectados, representando 20% dos casos positivos do Luxemburgo. 

Enquanto os belgas podem continuar a viajar para o Luxemburgo e vice-versa, os retornados do Grão-Ducado são obrigados a ficar de quarentena. 

 "O objetivo não é punir o Luxemburgo por números demasiado corretos", devido ao número de testes realizados, respondeu o Ministério dos Negócios Estrangeiros belga, assegurando que a informação tinha sido transmitida aos seus peritos epidemiológicos que analisariam a situação.

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