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António Guterres "é um homem competente em todos os assuntos"
Luxemburgo 3 min. 26.05.2016 Do nosso arquivo online
Jean Asselborn

António Guterres "é um homem competente em todos os assuntos"

Jean Asselborn
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António Guterres "é um homem competente em todos os assuntos"

Jean Asselborn
Foto: Lusa
Luxemburgo 3 min. 26.05.2016 Do nosso arquivo online
Jean Asselborn

António Guterres "é um homem competente em todos os assuntos"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo elogiou esta quarta-feira em Lisboa o candidato português ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacando a sua competência "em todos os assuntos".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo elogiou esta quarta-feira em Lisboa o candidato português ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacando a sua competência "em todos os assuntos".

Jean Asselborn, foi ontem recebido pelo chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

Questionado sobre a candidatura de António Guterres, o ministro luxemburguês recordou o trabalho do ex-primeiro-ministro português à frente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, mas sublinhou a sua competência "em todos os assuntos, não apenas quanto às migrações".

Jean Asselborn afirmou que abordou o assunto com o seu homólogo português, mas também com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e com o antigo Presidente Jorge Sampaio.

"Falámos da realidade, também. Não se trata apenas da competência", disse, aludindo à ideia de que o sucessor de Ban Ki-moon deve ser uma mulher e oriunda do leste da Europa.

O ministro reiterou que Guterres é "um homem competente, por excelência" e acrescentou: "Se falarmos mais de competência, creio que é fácil".

Jean Asselborn disse que falta agora acompanhar o desenrolar do processo.

"O Conselho de Segurança é o instrumento mais importante e influente e, ao fim e ao cabo, o mais poderoso", sublinhou.

Este órgão das Nações Unidas deverá iniciar a selecção de candidatos até ao final de Julho, fazendo depois a sua recomendação à Assembleia-Geral.

António Guterres já foi ouvido, em Abril, pelos membros da Assembleia Geral, numa intervenção em que defendeu o aumento da participação das mulheres nos cargos de topo da ONU e insistiu na promoção da diplomacia para a paz.

Asselborn foi recebido pelo seu homólogo Augusto Santos Silva
Asselborn foi recebido pelo seu homólogo Augusto Santos Silva
Foto: Lusa

"Sem solidariedade não haverá UE"

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo avisou esta quarta-feira, em Lisboa, que "sem solidariedade, não haverá mais União Europeia" e defendeu que "a dinâmica negativa" na crise dos refugiados não deve ser subestimada.

"Espero que, em nome do espírito europeu, possamos mudar de atitude, caso contrário vamos na direcção de uma parede. Sem solidariedade entre países da União Europeia, não há mais União Europeia. Há uma cooperação intergovernamental, que não é o objectivo de quem construiu a União Europeia e isso é grave", defendeu hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus do Luxemburgo, Jean Asselborn, no final de uma reunião com o chefe da diplomacia portuguesa, Augusto Santos Silva, em Lisboa.

O ministro luxemburguês afirmou ser "muito difícil de aceitar" que, perante famílias que fogem da guerra na Síria e que arriscam a vida para chegar à Europa, a resposta seja que "isto não é para nós, que não temos tradição, que são pessoas que têm outra religião, outra cor ou que falam outra língua".

"É incompreensível. É como pudéssemos cortar a solidariedade em fatias", criticou Jean Asselborn, quando questionado sobre o que está a falhar na resposta europeia à crise dos refugiados.

O ministro luxemburguês defendeu que "há uma solidariedade única, que não pode ser dividida", exemplificando: "O fundo estrutural, o fundo de coesão, é uma solidariedade europeia. E há uma solidariedade ao nível de segurança. Se um país tem um problema de segurança, todos devemos apoiá-lo".

No caso dos refugiados, a solidariedade diz respeito a "questões humanitárias elementares".

"Se podemos, na Europa, permitir às famílias sírias, que sofrem tanto, uma oportunidade de refazer as suas vidas, há que fazê-lo, e sobretudo de uma forma em que não arrisquem as suas vidas", sustentou.

Jean Asselborn avisou que não se pode subestimar "a dinâmica negativa" deste processo, considerando grave que haja países que estejam na justiça - como a Hungria e a Eslováquia - a contestar o sistema de quotas para distribuição de refugiados, considerando que estão a contrariar o espírito de solidariedade europeia previsto nos tratados.

Foto: Lusa


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