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Governo admite que "é preciso melhorar sistema de alertas" em caso de catástrofe natural
Luxemburgo 26.07.2021
Inundações de 14 e 15 de julho

Governo admite que "é preciso melhorar sistema de alertas" em caso de catástrofe natural

Inundações de 14 e 15 de julho

Governo admite que "é preciso melhorar sistema de alertas" em caso de catástrofe natural

Foto: Sibila Lind
Luxemburgo 26.07.2021
Inundações de 14 e 15 de julho

Governo admite que "é preciso melhorar sistema de alertas" em caso de catástrofe natural

Susy MARTINS
Susy MARTINS
A aplicação móvel criada pelo Executivo, a 'GouvAlert', não superou as expectativas e não funcionou corretamente nas cheias de 14 e 14 de julho no Grão-Ducado.

"É preciso melhorar os sistemas de alerta, a fim de informar melhor a população face aos perigos iminentes, como as inundações de 14 e 15 de julho". A constatação foi da própria ministra do Interior, Taina Bofferding, em comissão parlamentar.

Segundo a ministra, o sistema GouvAlert, criado há alguns anos pelo Governo, não superou as expectativas, uma vez que apenas 15 mil pessoas aderiram a este sistema, "o que é muito pouco", admitiu Taina Bofferding. Segundo um artigo da edição francesa do Wort, a aplicação móvel enviou um alerta de inundações oito horas após ter sido emitido o alerta vermelho, e o aviso não chegou a toda população

Uma das razões evocadas por Taina para o fracasso do sistema é a sua complexidade, visto que é preciso descarregar uma aplicação móvel para quem quiser receber estes alertas. "Demasiado complicado, sobretudo para as pessoas de idade", considerou a ministra.


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Na reunião parlamentar, os deputados questionaram Taina Bofferding se uma alternativa poderia ser soar as sirenes para advertir a população. Uma questão descartada pela ministra que sublinhou que as sirenes são utilizadas em caso de catástrofe nuclear.

Para a ministra responsável pela pasta do Interior, é preciso explorar outras pistas, como a geolocalização através de telemóvel. Esta tecnologia permitiria advertir as pessoas que se situam na zona de alerta. Um grupo de trabalho do ministério está a estudar essa e outras alternativas.  

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