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Catástrofes climáticas são o "novo normal"
Editorial Luxemburgo 2 min. 21.07.2021
Intempéries

Catástrofes climáticas são o "novo normal"

Cheias em Vianden.
Intempéries

Catástrofes climáticas são o "novo normal"

Cheias em Vianden.
Foto: Sophie Hermes
Editorial Luxemburgo 2 min. 21.07.2021
Intempéries

Catástrofes climáticas são o "novo normal"

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Acabar com os carros a gasolina e a diesel até 2035 é um das medidas previstas no pacote apresentado pela Comissão Europeia para diminuir drasticamente a emissão de gases que provocam efeito de estufa na Europa até 2030. Se os outros continentes nada fizerem o impacto ficará aquém do que precisamos para acabar com as alterações climáticas que estão a provocar catástrofes um pouco por todo o mundo. Desta vez, o Luxemburgo não escapou à vaga de cheias que afetou a Europa central. Uma catástrofe natural que provocou uma onda de solidariedade entre a população para ajudar os mais afetados.

Os sinais de alerta estão a tornar-se cada vez mais frequentes e a chegar à nossa porta. As recentes inundações que afetaram o Luxemburgo, Alemanha, Bélgica e países vizinhos deixaram um rasto de destruição e dezenas de vítimas mortais. Só no Luxemburgo estima-se que os prejuízos atinjam os 50 milhões de euros, verba que o governo luxemburguês se apressou a disponibilizar.

Mas na memória destas cheias, as mais graves da história do Grão- Ducado fica também a onda de solidariedade da população do país que, rapidamente, se mobilizou para ajudar os mais afetados, como revelamos na reportagem de Ricardo J. Rodrigues que publicamos esta semana. Nesta aventura há uma história pouco agradável para contar: a da RTP ter recorrido ao jornalista do Contacto para relatar o que vira no terreno. Mas o resultado final foi uma peça de telejornal manipulada, em que o repórter no Luxemburgo é retratado como emigrante assustado. Fazia bem menos arrogância de Lisboa para com a comunidade emigrante. E o jornalismo merece mais.

Os cientistas climáticos há muito que preveem que as emissões humanas vão causar mais inundações, ondas de calor, secas, tempestades e outras formas de clima extremo, mas os últimos picos ultrapassaram muito o que se previa, como escrevemos no Destaque desta semana. Estes fenómenos deverão tornar-se cada vez mais frequentes. Para além da pandemia o "novo normal" também inclui situações limite em termos de clima com chuvas torrenciais e temperaturas extremas.

Mas o poder político europeu parece estar, finalmente, a acordar para este drama anunciado. "Precisamos de ser mais rápidos na luta contra a mudança climática", afirmou Angela Merkel numa visita oficial que a levou a conhecer as dimensões dos estragos das cheias no país europeu mais afetado e que já registou cerca de de 200 vítimas mortais. Enquanto a Europa central era afetada por uma vaga de cheias, a Comissão Europeia anunciava um pacote ambicioso que prevê a redução em 55% das emissões de gases que provocam efeito de estufa, até 2030. São medidas claras como acabar com os carros a gasolina ou a diesel até 2035 em toda a União Europeia ou cobrar aos poluidores estrangeiros. Esperemos que as medidas não cheguem tarde demais.

A eficiência Luxemburguesa

Não resisto a contar este episódio. Deixei a minha carteira no autocarro quando vinha do aeroporto de Findel, ao final da manhã de segunda-feira. Ao final da tarde quando cheguei a casa e abri a caixa do correio tive uma agradável surpresa: lá estava a carteira com todos os cartões o também o dinheiro. Não sei se devo agradecer à empresa de autocarros ou à polícia, mas este episódio é um exemplo da eficiência luxemburguesa. 

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