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Incêndios. Cerca de 40 intervenções desde junho no Luxemburgo e nenhum ferido
Luxemburgo 2 min. 13.08.2020

Incêndios. Cerca de 40 intervenções desde junho no Luxemburgo e nenhum ferido

Incêndios. Cerca de 40 intervenções desde junho no Luxemburgo e nenhum ferido

Incêndio perto do lago de Haute-Sûre, na quarta-feira, consumiu dois hectares de floresta.
Luxemburgo 2 min. 13.08.2020

Incêndios. Cerca de 40 intervenções desde junho no Luxemburgo e nenhum ferido

Diana ALVES
Diana ALVES
O pico dos fogos ocorreu em finais de julho/início de agosto, ligeiramente mais tarde do que em 2019, revelou a direção-geral da CGDIS à Rádio Latina.

A Corporação Grã-Ducal de Incêndio e Socorro (CGDIS) coordenou cerca de 40 operações de combate às chamas desde junho deste ano. Até agora, os incêndios não fizeram qualquer ferido no país. Os dados foram revelados por Cédric Gantzer, da direção-geral da CGDIS. Na reta final de uma semana marcada por temperaturas extremas e vários fogos, o responsável sublinhou que o número de intervenções registado até agora segue a tendência do ano anterior. 

Entre junho e agosto de 2019, o país foi palco de cerca de 50 incêndios, seis dos quais de grande dimensão. Já este ano, os serviços de socorro coordenaram 40 intervenções entre junho e o dia 12 de agosto, destacando-se, para já, o fogo que lavrou esta quarta-feira perto do lago de Haute-Sûre, em Bavigne, e que consumiu dois hectares de floresta. Cédric Gantzer frisa, porém, que uma das diferenças constatadas este ano é que, até agora, o pico dos fogos ocorreu em finais de julho/início de agosto, ligeiramente mais tarde do que em 2019.

Saudando o facto de os incêndios não terem feito qualquer vítima no país, o responsável da CGDIS destaca, no entanto, os prejuízos a nível ambiental e económico, visto que muitos deflagraram em plantações agrícolas, traduzindo-se em perdas financeiras para os produtores em causa.

Hipótese de fogo posto em Rambrouch 

Apesar de vários fatores estarem na origem dos fogos - temperaturas elevadas, seca, vento, tipo de vegetação e topografia dos locais - a maioria continua a dever-se à atividade humana, daí a CGDIS apelar à prevenção. Os bombeiros pedem à população que não atire beatas ou garrafas de vidro para o chão, que não faça fogueiras ou churrascos em zonas não-autorizadas e que não circule de automóvel em campos ou sobre a vegetação. Na lista das causas, as autoridades estão ainda atentas às hipóteses de fogo posto, como no caso de Rambrouch, onde na segunda-feira os bombeiros intervieram na fase inicial de um fogo, conseguindo evitar um incêndio florestal.

O Grão-Ducado dispõe de cerca de 5.000 bombeiros voluntários e 700 profissionais mobilizados para o combate às chamas. Questionado sobre se o país tem de meios suficientes para lidar com uma eventual vaga de incêndios, o diretor da CGDIS mantém-se positivo. "Até hoje, sempre conseguimos apagar todos os fogos com que fomos confrontados", afirma, destacando a cooperação entre as corporações de bombeiros das várias regiões do país. 

De acordo com as previsões do instituto luxemburguês de meteorologia, MeteoLux, as temperaturas deverão descer ligeiramente nos próximos dias, embora os termómetros devam voltar a subir para os 30 graus no domingo, pelo que a CGDIS diz-se "vigilante" e "pronta a intervir". Em caso de incêndio, as autoridades lembram que os cidadãos devem ligar para o número de emergência 112. 

(Diana Alves, jornalista do Contacto/Rádio Latina)  

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