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Hospitais recrutam profissionais para enfrentar segunda vaga
Luxemburgo 2 min. 30.07.2020

Hospitais recrutam profissionais para enfrentar segunda vaga

Hospitais recrutam profissionais para enfrentar segunda vaga

Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 2 min. 30.07.2020

Hospitais recrutam profissionais para enfrentar segunda vaga

Maurice FICK
Maurice FICK
Unidades do covid-19 reativadas, número de camas ocupadas controlados e mudanças na organização. Os hospitais organizam-se e procuram reforçar as equipas com "cerca de cinquenta pessoas".

Com a segunda vaga da pandemia de covid-19 a atingir em média 95 novos casos por dia, como aconteceu na semana passada, os hospitais do Luxemburgo estão em alerta. Está previsto o reforço das equipas médicas, um total de 50 pessoas. 

Os principais hospitais do país estão, portanto, a tentar estabelecer uma nova organização destinada a manter a atividade ligada ao fluxo de pacientes não infetados. Em concreto, isso resultará na coexistência de dois canais de admissão, destinados a permitir a gestão das principais patologias. Como consequência direta dessa nova abordagem, a necessidade de fortalecer as equipas tornou-se premente. 

Não tanto em termos de equipamentos - máscaras, roupas ou ventiladores - mas em relação ao pessoal médico, "o único ponto fraco" do sistema atual, acredita o presidente da FHL. Isso explica a recente decisão da CNS em validar o recrutamento de "cerca de cinquenta funcionários adicionais nos próximos dias".  

Num país que atrai pessoal médico dos países vizinhos, a "saturação do mercado" dificulta a chegada rápida do apoio esperado. Uma verdadeira dor de cabeça para as autoridades luxemburguesas, cujo projeto da escola franco-luxemburguesa dedicado às profissões de saúde está atrasado. 

"Quintuplicamos a ocupação de camas em oito dias"

O objetivo da nova restruturação passa opor não sobrecarregar um sistema hospitalar amplamente sob pressão nos últimos meses e antecipar, tanto quanto possível, a continuidade dos serviços hospitalares prestados. Razão pela qual tem sido dada especial atenção ao número de camas ocupadas nos quatro principais hospitais do país. 


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"No final de junho tivemos dez pacientes com covid-19 hospitalizados. Estamos novamente com cerca de 50 a 60 pacientes", indica Paul Junck, presidente dos hospitais da Federação do Luxemburgo (LFS). 

Junck adverte que mesmo que o pico de abril "com 240 camas ocupadas, incluindo 45 em cuidados intensivos esteja longe de acontecer", o número a está a aumentar drasticamente. "Quintuplicamos a ocupação de camas em oito dias", observou.

A situação é preocupante o suficiente para que o grupo de trabalho "Hospitais" - no qual os profissionais do setor financeiro e o os bombeiros se encontram - tenha sido reativado. Durante dez dias, os especialistas reúnem-se duas a três vezes por semana. E entre as decisões tomadas está o "aumento de camas em etapas", relata Paul Junck.

Uma abordagem diferente daquela que foi implementada no início da pandemia. Se entre março e maio, o CHL, CHEM, CHDN e os hospitais Robert Schuman (HRS) tentaram libertar o maior número possível de camas, desta vez "o objetivo não é reduzir as atividades não hospitalares", diz Junck. 

As consequências dessa decisão durante a primeira vaga continuam ainda hoje a sentir-se. "Tivemos de adiar três mil cirurgias e 10 mil exames radiológicos", confirma Claude Braun, diretor médico dos hospitais Robert Schuman, que acredita que "se o mesmo fenómeno ocorrer novamente, haverá um risco real para os pacientes". Para evitar esse cenário, 

Edição de Ana Patrícia Cardoso. 

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