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Horesca diz que “hotéis vão sofrer durante muito tempo”
Luxemburgo 2 min. 29.05.2020 Do nosso arquivo online

Horesca diz que “hotéis vão sofrer durante muito tempo”

Horesca diz que “hotéis vão sofrer durante muito tempo”

Luxemburgo 2 min. 29.05.2020 Do nosso arquivo online

Horesca diz que “hotéis vão sofrer durante muito tempo”

Diana ALVES
Diana ALVES
Alguns hotéis começam agora a tentar recompor-se, mas o processo vai demorar. Já os bares e discotecas vão permanecer fechados até nova ordem.

Muitos tiveram de fechar não por ordem do Governo, mas porque a falta de clientes não lhes deixou outra opção. Segundo o secretário-geral da Horesca, a hotelaria será o ramo do setor mais afetado pela atual crise.

Ouvido pela Rádio Latina, à margem da reabertura dos cafés e restaurantes, que acontece esta sexta-feira, François Koepp sublinhou que a hotelaria “vai sofrer durante muito tempo”. 

O responsável explica que o caso dos hotéis é mais complexo, já que este foi dos segmentos do turismo mais afetados pelo encerramento das fronteiras e dos aeroportos. Medidas que começam agora a ser levantadas, mas que afastaram a grande maioria dos clientes dos hotéis, que, por norma, se deslocam ao país de avião.

O secretário-geral do organismo está convicto de que estes estabelecimentos vão demorar muito tempo a recuperar, temendo que, até haver uma vacina para a doença provocada pelo novo coronavírus, muitas pessoas vão evitar o transporte aéreo.

Outra das ameaças prende-se com a organização de conferências e seminários, um dos segmentos de atividade dos hotéis. O responsável diz ter conhecimento de alguns hotéis que deverão começar a reabrir agora mas apenas de forma progressiva, e dá o exemplo do grupo Accor que “até setembro antecipa uma taxa de ocupação entre 30% e 40%”. 

O dirigente da Horesca considera, por isso, que “o volume de negócios no ramo não deverá recompor-se antes do final do  ano”. Recorde-se que uma das medidas anunciadas pelo Governo para ajudar este ramo diz respeito aos vales de 50 euros, para usar nos hotéis do país, que serão distribuídos pelos residentes e trabalhadores transfronteiriços para promover o turismo nacional. 

François Koepp não sabe ainda quando é que os vales serão entregues, mas saúda a iniciativa do Governo, considerando que esta é uma “oportunidade para que os trabalhadores transfronteiriços passem uma noite no Luxemburgo e vejam o país com outros olhos”.

O setor da Horesca deu esta quarta-feria um passo importante rumo ao regresso à normalidade, após mais de dois meses de portas fechadas e quebras nas receitas avaliadas em vários milhões de euros. Os cafés e restaurantes com esplanada foram os primeiros estabelecimentos do setor a receber os clientes. Os restantes podem reabrir esta sexta-feira. 

Todos estão obrigados a respeitar a distância de um metro e meio entre as mesas, que estão limitadas a quatro pessoas (ou mais se se tratar de pessoas que vivam na mesma habitação). Já os bares e discotecas vão permanecer fechados até nova ordem, já que se trata de estabelecimentos onde é difícil manter a distância de segurança recomendada pelas autoridades para evitar a propagação do vírus.  

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