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Homicídio de Ana Lopes. "Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente"
Luxemburgo 2 min. 19.11.2021
Justiça

Homicídio de Ana Lopes. "Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente"

Marco Silva foi condenado, em janeiro, à pena máxima pelo homicídio da ex-companheira, Ana Lopes.
Justiça

Homicídio de Ana Lopes. "Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente"

Marco Silva foi condenado, em janeiro, à pena máxima pelo homicídio da ex-companheira, Ana Lopes.
Foto: Imagens captadas pela TVI e Bom Dia
Luxemburgo 2 min. 19.11.2021
Justiça

Homicídio de Ana Lopes. "Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente"

Paula DE FREITAS FERREIRA
Paula DE FREITAS FERREIRA
Esta sexta-feira foi o último dia do julgamento de recurso de Marco Silva, que continua a clamar inocência. Sentença será conhecida no dia 11 de janeiro.

No último dia do julgamento de recurso do ex-companheiro de Ana Lopes, esta sexta-feira, o Ministério Público voltou a pedir a pena máxima. No final da sessão, Marco Silva decidiu falar. “Tenho a acusação, a parte civil e a polícia contra mim, mesmo sendo inocente”, disse, citado pela RTL. 

Em resposta, a juíza disse que sabia que nas relações do português "tudo corria bem nos primeiros dois meses”, mas que depois o arguido “começava a mostrar o seu rosto oculto". Marco Silva respondeu: "Eu sei, a culpa é minha, fui eu quem escolheu essas mulheres”, afirmou, tendo depois traçado um perfil negativo da ex-companheira e mãe do filho, Ana Lopes.


Ana Lopes tinha 25 anos. Ex-companheiro é acusado de a ter sequestrado e matado e ainda de ter queimado o corpo e o carro da vítima, deixando-os do outro lado da fronteira francesa.
"Um crime brutal". MP volta a pedir perpétua em julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes
Testemunho do perito ouvido em tribunal na terça-feira foi considerado válido - foi o terceiro a ser ouvido no caso. Na sexta-feira é a vez da defesa de Marco Silva apresentar os seus argumentos.

 "Conclusões baseadas em falsas suposições", alega defesa

Na última sessão do julgamento de recurso, o advogado do português voltou a exigir a absolvição do arguido, alegando que não existem provas suficientes para o condenar. Acusou ainda a investigação de ter colocado, desde o início, Marco Silva e a sua família como suspeitos do crime e que, por isso, terão sido retiradas muitas conclusões baseadas em falsas suposições.

A defesa de Marco Silva já tentara, na terça-feira, invocar a pouca certeza em relação à origem dos vestígios de ADN encontrados num rolo de fita adesiva junto ao carro da vítima. O perito foi ouvido e explicou que foram encontrados vestígios do haplótipo Y, o que significa que pertencem a qualquer membro do sexo masculino da família de Marco Silva: ou ele mesmo, ou um filho, o pai, um tio ou um irmão. O tribunal validou o testemunho do especialista.

No entanto, esta sexta-feira, o advogado de Marco Silva voltou a insistir na tese de que não há provas suficientes sobre a transferência de vestígios de ADN e que poderá ter havido um erro na análise dos vestígios biológicos. “Não caia na tentação da simplificação. Pedimos-lhe que use um raciocínio digno desse nome", pediu o advogado ao tribunal.


Cena do crime em Roussy-le-Village.
Suspenso julgamento de recurso do homicídio de Ana Lopes
Juizes querem ouvir um especialista em ADN, depois dos advogados de Marco Silva terem constestado os vestígios biológicos encontrados num rolo de fita adesiva junto ao local do crime. Julgamento é retomado na terça-feira.

O ex-companheiro de Ana Lopes, também de nacionalidade portuguesa, é acusado de a ter sequestrado e matado - tinha a jovem apenas 25 anos -, e ainda de ter queimado o corpo e o carro da vítima, deixando-os do outro lado da fronteira francesa.  

 "Ana Lopes não tinha hipóteses de sobreviver"

"Um crime brutal, executado com uma frieza chocante ", disse o MP, nas suas alegações finais, na passada terça-feira, antes de pedir prisão perpétua para o acusado, a mesma a que o português foi condenado, em janeiro. 

A "sua ausência de confissão, arrependimento ou responsabilidade" não o torna elegível para circunstâncias atenuantes ou qualquer adiamento, alegou, segundo o L'essentiel.

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