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Homicídio de Ana Lopes. Ex-companheiro conhece esta terça sentença do tribunal
Luxemburgo 3 2 min. 11.01.2021

Homicídio de Ana Lopes. Ex-companheiro conhece esta terça sentença do tribunal

Homicídio de Ana Lopes. Ex-companheiro conhece esta terça sentença do tribunal

Foto: Imagens captadas pela TVI e Bom Dia
Luxemburgo 3 2 min. 11.01.2021

Homicídio de Ana Lopes. Ex-companheiro conhece esta terça sentença do tribunal

Redação
Redação
Marco Silva está preso e é acusado de ter morto a jovem portuguesa. Ministério Público pede prisão perpétua. O veredito é lido terça-feira.

Quatro anos após o brutal assassinato da portuguesa Ana Lopes, a 15 janeiro de 2017, o Tribunal da Comarca da cidade do Luxemburgo decide amanhã se o principal suspeito, o ex-companheiro Marco Silva, de 33 anos é culpado ou inocente do crime.

Marco Silva detido seis meses após o crime e preso desde então na Prisão de Schrassig, conhece na terça a sentença do Tribunal. O imigrante português no Luxemburgo, de 34 anos, sempre clamou inocência, mas o Ministério Público acusa-o da autoria do crime e pede prisão perpétua.

"Não tenho nada a ver com o que aconteceu com a Ana, crime, nada, zero, as pessoas que me conhecem sabem que sou incapaz de uma coisas dessas", declarou Marco Silva numa entrevista ao Bom Dia que foi usada numa reportagem da TVI emitida no domingo.

Para o Ministério Público, o imigrante português de Viseu, é o autor do homicídio brutal da jovem de 25 anos, natural de Seia e que vivia com os pais em Bonnevoie, na capital do Grão-Ducado.

O Ministério Público apoia-se nas provas demonstradas pelos peritos que analisaram o que restou do carro que o alegado assassino incendiou com a vítima lá dentro e às incongruências que saltaram à vista nos depoimentos das testemunhas. Um crime "deliberadamente planeado", assim entende o Ministério.


Suspeito da morte de Ana Lopes ameaça ex-namorada: "Tu é que merecias o que aconteceu"
Acusado de matar e deitar fogo ao corpo da mãe do filho, Marco Silva promete agora arruinar a vida da namorada que se seguiu a Ana Lopes. O Contacto teve acesso às mensagens intimidatórias.

 "Matou três vezes"

Na opinião do procurador, Marco Silva matou a ex-companheira três vezes. A primeira quando lhe tirou efetivamente a vida, a segunda quando deitou fogo ao carro que abandonou na fronteira francesa e a terceira quando tentou denegrir a imagem de Ana Catarina. "Ele simplesmente não quer deixar-lhe nada", concluiu o magistrado, citado numa grande reportagem realizada pelo Contacto publicada a 12 de dezembro de 2020.

Ana Lopes foi dada como desaparecida a 15 de janeiro de 2017, em Bonnevoie, na cidade do Luxemburgo. Dois dias após o alerta de desaparecimento, o carro da portuguesa foi localizado em território francês, em Roussy-le-Village, perto da fronteira com o Grão-Ducado.


Caso Ana Lopes. Alegado assassino arrisca prisão perpétua
Face às provas demonstradas em tribunal, o Ministério Público pede pena máxima para o homem que está acusado de matar e incendiar o corpo da ex-namorada. Marco Silva diz-se inocente, conhece a sentença 12 de janeiro.

O carro estava completamente devorado pelas chamas. No interior, as autoridades encontraram um corpo carbonizado que mais tarde a autopsia confirmou ser o de Ana Lopes.

Amanhã, terça-feira, decorre a sessão final do julgamento deste imigrante português que se iniciou em março do ano passado. Passados quatro anos do crime, Marco Silva vai ouvir a sentença do juiz no caso.

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