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Habitação aumenta desigualdades no Luxemburgo
Luxemburgo 28.08.2019 Do nosso arquivo online

Habitação aumenta desigualdades no Luxemburgo

Habitação aumenta desigualdades no Luxemburgo

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 28.08.2019 Do nosso arquivo online

Habitação aumenta desigualdades no Luxemburgo

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
No Luxemburgo, os preços da habitação aumentaram cerca de 5,4% por ano, entre 2011 e 2018, continuando a representar a maior despesa no orçamento familiar.

De acordo com a mais recente publicação do Instituto Nacional de Estatísticas (Statec), os residentes com baixos rendimentos são os mais prejudicados, com o custo da habitação a representar mais de metade do salário.

Após a análise do último relatório "Trabalho e Coesão Social" de 2018, o Statec destaca que entre os agregados familiares mais desfavorecidos o custo associado ao alojamento aumentou 20% de 2012 a 2017, enquanto entre os mais ricos o aumento foi bastante inferior: 7%.


Despesas com a casa representam quase 25% dos gastos das famílias no Luxemburgo
A seguir à habitação, os transportes e outros bens e serviços são o tipo de despesa que mais pesa no orçamento das famílias no Grão-Ducado.

O Statec conclui, por isso, que o custo ligado à habitação continua a acentuar as desigualdades salariais.

Uma das consequências imediatas, aponta o estudo, é o aumento da taxa de pobreza no país. Em 2017, 15,8% da população encontrava-se em risco de pobreza, mas a taxa aumenta para 24% depois do pagamento das despesas com a habitação.

Os trabalhadores de profissões manuais, as famílias monoparentais e as pessoas que vivem em agregados com dois adultos e filhos são os mais expostos ao aumento da pobreza, devido às desigualdades salariais associadas às despesas com a habitação.


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As famílias com rendimentos mais baixos gastam 42% do seu rendimento disponível com a casa. De acordo com um relatório do instituto de estatística luxemburguês (Statec) publicado hoje, para assinalar o dia internacional para a erradicação da pobreza, as famílias com rendimentos mais baixos ficam apenas com 58% do rendimento total, depois de terem pago a casa (seja renda ou prestação ao banco).