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Águas residuais continuam contaminadas com o novo coronavírus
Luxemburgo 10.11.2020

Águas residuais continuam contaminadas com o novo coronavírus

Águas residuais continuam contaminadas com o novo coronavírus

Foto: Pixabay
Luxemburgo 10.11.2020

Águas residuais continuam contaminadas com o novo coronavírus

Entre 2 e 8 de novembro registou-se uma diminuição muito pouco significativa da presença do vírus nas águas residuais luxemburguesas. Na contracorrente, as estações de tratamento de Wiltz e Bettembourg até observaram um aumento da contaminação.

A julgar pelas amostras recolhidas nas águas residuais do país, o novo coronavírus mantem-se ativo com as análises das estações de tratamento luxemburguesas a mostrarem uma diminuição muito ligeira da presença do vírus nos esgotos. 

Divulgada esta terça-feira, a conclusão inicial do estudo Coronastep ainda precisa de confirmação científica. Durante a semana de 2 a 8 de novembro, a presença do vírus covid-19 ter-se-à mantido bastante elevada nas águas residuais do Luxemburgo. No entanto, uma estabilização, ou mesmo uma diminuição muito ligeira, foi notada no final da semana, regista o último relatório do estudo Coronastep. 

Cautelosos, os autores do relatório admitem que "esta tendência terá de ser confirmada nos próximos dias ou semanas". Adiantam, no entanto, que esta diminuição foi observada nas estações de tratamento de águas residuais dos municípios de Beggen, Schifflange, Pétange, Mersch, Bleesbruck e Troisvierges, ainda que, em sentido contrário, Wiltz e Bettembourg tenham observado um aumento da contaminação. 

Histórico da pandemia 

O estudo Coronastep, realizado por Leslie Ogorzaly e Henry-Michel Cauchie, utiliza um método altamente sensível para monitorizar o vírus nas águas, sendo capaz de detetar pequenas quantidades do vírus nas amostras, dando uma imagem da contaminação de uma população de mais de 300 mil pessoas. 

Em conjunto com os testes que o país continua a realizar em grande escala, permite documentar o aparecimento ou reemergência do vírus no Luxemburgo, e assim detetar qualquer possível novo aumento da prevalência do covid-19. 

Depois de uma aparente abrandamento dos danos colaterais da pandemia, a mesma equipa detetou um aumento acentuado da presença do vírus nas águas residuais no fim de outubro, entre os dias 19 a 25, correspondendo ao aumento do número de casos diários observados no país durante o mesmo período. 

Logo nessa altura, como recorda o Paperjam, os fluxos estimados a nível nacional já eram cerca de quatro vezes mais elevados do que no pico registado no final de março. 

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