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Grão-Duque reage a relatório polémico e defende Maria Teresa
Luxemburgo 27.01.2020

Grão-Duque reage a relatório polémico e defende Maria Teresa

Grão-Duque reage a relatório polémico e defende Maria Teresa

Luxemburgo 27.01.2020

Grão-Duque reage a relatório polémico e defende Maria Teresa

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
Henri escreveu carta em defesa da mulher, a Grã-Duquesa Maria Teresa. "Toda a minha família está a sofrer com isto".

Na passada sexta-feira, o relatório de Jeannot Waringo sobre a gestão do pessoal da Corte Grã-Ducal foi entregue ao Primeiro Ministro Xavier Bettel, depois de ter sido pedido no verão passado. 

O objetivo da auditoria é perceber como a corte gere o seu pessoal e as suas finanças. Antes da divulgação, algumas fontes citadas pela RTL sugeriram que o relatório poderia ser "explosivo", referindo-se à Grã-Duquesa Maria Teresa "fora de controlo" que faz "o que quer" sem que ninguém se atreva a "a confrontá-la". 

O Grão-Duque Henri já se manifestou sobre os comentários relativos à mulher e considerou-os "injustos" para com "a mãe de nossos cinco filhos e uma avó muito amorosa".

Henri escreveu o comunicado "à cabeceira do cunhado na unidade de cuidados intensivos em Genebra" e, num tom mais pessoal, coloca a questão: "Porquê atacar uma mulher? Uma mulher que defende outras mulheres. Uma mulher a quem nem sequer é dado o direito de se defender." 

O monarca reafirmou todo o apoio a Maria Teresa. "As lutas da minha mulher que sempre apoiei e que continuaremos a liderar são essenciais: a luta contra a dislexia, a luta contra a violência sexual, o estatuto das crianças na prisão em África, o desenvolvimento das micro-finanças e a educação das jovens raparigas e mulheres. Estou orgulhoso do empenho, inteligência e energia que a minha mulher põe em todas as suas acções. A sua dedicação em servir o nosso país ao meu lado durante 39 anos é exemplar e essencial para mim". 

Sobre o relatório, em si, o Grão-Duque não fez nenhum comentário. Não se sabe ainda se haverá que consequências na gestão do Palácio. Espera-se que o relatório seja discutido na Câmara dos Deputados e seja depois tornado público.

 





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