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Grão-Duque Henri. "O encerramento das fronteiras não iria parar o vírus"
Luxemburgo 2 min. 23.06.2020 Do nosso arquivo online

Grão-Duque Henri. "O encerramento das fronteiras não iria parar o vírus"

Grão-Duque Henri. "O encerramento das fronteiras não iria parar o vírus"

Foto: Lex Kleren
Luxemburgo 2 min. 23.06.2020 Do nosso arquivo online

Grão-Duque Henri. "O encerramento das fronteiras não iria parar o vírus"

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
No discurso da Festa Nacional, o Grão-Duque agradeceu em particular aos transfronteiriços e aos profissionais de saúde pelo seu esforço durante a pandemia. E falou do neto, o príncipe Charles.

A covid-19 e a consequente crise económica marcaram também o discurso do Grão-Duque Henri na cerimónia da Festa Nacional do Luxemburgo que este ano celebra também o 75º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.

Junto ao Monumento Nacional da Solidariedade Luxemburguesa, o Grão-Duque defendeu que a "solidariedade e a coesão entre todos os luxemburgueses e todos aqueles que vivem e trabalham no nosso País são os nossos melhores trunfos para enfrentar esta crise". Otimista, declarou: "Estou confiante que teremos a força necessária para superar as consequências económicas e sociais desta pandemia".

"Solidariedade" e "respeito mútuo"

O Grão-Duque recordou que o confinamento e as medidas tomadas foram as mais corretas para lutar contra a propagação da doença no Luxemburgo. "O confinamento rigoroso da população era a única solução razoável na ausência de uma cura", argumentou. E a população percebeu a "urgência da situação" e respeitou essas medidas. "Novas formas de solidariedade e respeito mútuo surgiram em todo o País. Estas experiências foram comoventes e saímos desta crise mais fortes do que nunca", referiu.


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No seu discurso agradeceu, em especial, aos profissionais de saúde e aos trabalhadores transfronteiriços. "Gostaria de prestar homenagem, antes de mais, aos hospitais e clínicas, aos seus médicos e ao pessoal de saúde. Os senhores trabalharam em condições extremamente difíceis, assumindo simultaneamente riscos para a vossa própria saúde. A vossa consciência e dedicação são um exemplo para todos nós", salientou.


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Gratidão com os transfronteiriços

Quanto aos transfronteiriços também recordou as dificuldades que alguns passaram. "Permitam-me que aproveite esta solene oportunidade para expressar a minha gratidão a todos aqueles, luxemburgueses e não luxemburgueses, e a todos os trabalhadores fronteiriços que ajudaram, muitas vezes em condições muito difíceis, a apoiar-nos durante a pandemia. Sem eles, sem a sua disponibilidade, a situação ter-se-ia deteriorado e tornar-se-ia insustentável. Agradeço-vos de todo o coração por isto!".

A união de todos quanto às medidas adotadas foi para o Grão-Duque muito importante para o resultado da evolução da doença. "Durante a fase aguda da crise, conseguimos não ficar divididos quanto à oportunidade ou ao âmbito das medidas a tomar, para conter o Covid-19. Compreendemos que o Grão-Ducado não era uma ilha e que o encerramento das fronteiras não impedia o vírus", de entrar.

Por outro lado, o Grão-Duque frisou que "sem a intervenção da União Europeia, esta pandemia teria tido consequências muito mais dramáticas", por isso, "somos mais eficazes quando agimos de uma forma coordenada e unida na União Europeia".


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O príncipe "representa toda a felicidade"

No final, Henri falou do seu mais recente neto, o príncipe Charles. "A Grã-Duquesa e eu voltámos a ser avós. O príncipe Charles, uma das crianças nascidas no Grão-Ducado durante o período Covid-19, representa toda a felicidade do mundo para os seus pais, o príncipe Guilherme e a princesa Stephanie", confessou. De seguida agradeceu à população: "Os luxemburgueses acolheram imediatamente o nosso neto nos seus corações. Isto toca-nos profundamente!".

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