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Grão-Ducado é o sexto país com mais agricultores jovens
Pouco mais de 15% dos empresários agrícolas no Luxemburgo têm até 40 anos.

Grão-Ducado é o sexto país com mais agricultores jovens

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Pouco mais de 15% dos empresários agrícolas no Luxemburgo têm até 40 anos.
Luxemburgo 19.07.2018

Grão-Ducado é o sexto país com mais agricultores jovens

O ministro da Agricultura luxemburguês, Fernand Etgen, não incentivaria os seus filhos a enveredar pelo trabalho agrícola, como reconheceu em entrevista ao Contacto esta semana. E de acordo com uma sondagem da TRS Ilres, há poucos que o fazem: apenas 13% das pessoas incitariam os seus filhos a trabalhar na agricultura. Mas o Luxemburgo não compara mal no que se refere à percentagem de empresários agrícolas jovens.

O ministro da Agricultura luxemburguês, Fernand Egten, não incentivaria os seus filhos a enveredar pelo trabalho agrícola, como reconheceu em entrevista ao Contacto esta semana. E de acordo com uma sondagem da TRS Ilres, há poucos que o fazem: apenas 13% das pessoas incitariam os seus filhos a trabalhar na agricultura. Mas o Luxemburgo não compara mal no que se refere à percentagem de empresários agrícolas jovens.

De acordo com o Eurostat, o Grão-Ducado é o sexto país onde há mais agricultores jovens, sendo que pouco mais de 15% dos responsáveis por explorações agrícolas têm até 40 anos.

Melhor estão países como a Áustria e a Polónia, com uma percentagem de agricultores jovens superior a 20%. Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) onde fazer vida no setor agrícola é menos apetecível para os mais jovens: apenas 4,2% têm menos de 40 anos.

Na UE, há 10,3 milhões de pessoas a trabalharem como empresários agrícolas. Destes, cerca de um terço tem mais de 65 anos e apenas 11% estão abaixo dos 40 anos.

O gabinete de estatísticas da UE revela, por outro lado, que os agricultores mais jovens tendem a ter propriedades mais extensas e uma produção mais elevada.

Além disso, adianta que a profissão é ainda dominada pelo sexo masculino, em que apenas três em cada dez profissionais são mulheres.

Recorde-se que o ministro da Agricultura reconheceu esta semana, em entrevista ao Contacto, que teria dificuldade em aconselhar os filhos a enveredar pela agricultura. Quando questionado, Fernand Etgen afirmou: “Normalmente, para isso devemos ter uma quinta. Como não tenho uma quinta, então...”. Etgen continuou, admitindo que as pessoas têm consciência que o trabalho nos campos é difícil, “que não há muito tempo livre”, e justificou que é por isso que [as pessoas] “não incitam os filhos a seguir um percurso profissional nesta área”, que representa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.


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