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Grã-Duquesa Maria Teresa quer criar projectos de microfinança em Cuba
Luxemburgo 3 min. 04.03.2016 Do nosso arquivo online
Regresso às origens

Grã-Duquesa Maria Teresa quer criar projectos de microfinança em Cuba

A Grão-Duquesa Maria Teresa espera voltar à terra natal, Cuba, para implementar projectos de microfinança
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Grã-Duquesa Maria Teresa quer criar projectos de microfinança em Cuba

A Grão-Duquesa Maria Teresa espera voltar à terra natal, Cuba, para implementar projectos de microfinança
Foto: AFP
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Grã-Duquesa Maria Teresa quer criar projectos de microfinança em Cuba

A Grã-Duquesa Maria Teresa quer regressar ao seu país de origem, Cuba, para desenvolver projectos de microfinanças. A viagem deverá ser feita na companhia do inventor do microcrédito e Prémio Nobel da Paz 2006, Muhamad Yunus.

A Grã-Duquesa Maria Teresa quer regressar ao seu país de origem, Cuba, para desenvolver projectos de microfinança. A viagem deverá ser feita na companhia do inventor do microcrédito e Prémio Nobel da Paz 2006, Muhamad Yunus.

"Algo que me daria um enorme prazer seria poder viajar até Cuba com o professor Yunus para lançar o microcrédito", disse a Grã-Duquesa em entrevista à AFP, divulgada esta sexta-feira.

Segundo a sua biografia oficial, a Grã-Duquesa tem trabalhado há vários anos com o economista de Bangladesh na área de microfinança.

"É algo de que gosto. Não sei se é possível fazê-lo agora, mas é um sonho que tenho", confiou Maria Teresa durante a entrevista no salão do castelo de Colmar-Berg, residência do casal grão-ducal.

A entrevista à AFP teve lugar no Castelo de Colmar-Berg, residência do casal grão-ducal
A entrevista à AFP teve lugar no Castelo de Colmar-Berg, residência do casal grão-ducal
Foto: AFP

Maria Teresa Mestre Batista-Falla nasceu em Cuba em 1956. Com três anos de idade, esta filha de banqueiros de Cuba trocou Havana por Nova Iorque com a família em Outubro de 1959, aquando da revolução que deu o poder a Fidel Castro.

"[Fidel] não era amigo nem inimigo. Foi a pessoa que causou a saída de toda a minha família da ilha de Cuba. Não foi uma situação fácil", lembrou a mulher do Grão-Duque Henri.

Em 1965, os pais de Maria Teresa instalam-se em Genebra, Suíça. É aí que conheceu o príncipe Henri, quando frequentava o curso de Ciências Políticas. Quando ficou noiva do seu futuro marido Henri, a 7 de Novembro de 1980, Fidel Castro foi o primeiro a felicitá-la: "A primeira coisa que chegou ao palácio foi um enorme bouquet de rosas vermelhas, acompanhada de uma carta de Fidel Castro com as suas felicitações".

Maria Teresa trocou Havana por Nova Iorque aos três anos de idade, depois da revolução cubana, liderada por Fidel Castro
Maria Teresa trocou Havana por Nova Iorque aos três anos de idade, depois da revolução cubana, liderada por Fidel Castro
Foto: AFP

Anos depois do seu casamento (a 14 de Fevereiro de 1981, dia de S. Valentim) e já como soberana, depois de Henri do Luxemburgo ter sido empossado em 2000 como Grão-Duque, Maria Teresa encontrou-se com Fidel Castro em Havana por iniciativa de um primo.

Congratulando-se com a normalização das relações diplomáticas entre Washington e Havana, a soberana do Luxemburgo declarou estar "muito feliz pela população cubana, que sofreu durante tantos anos".

"Os cubanos são um povo que está geograficamente próximo dos Estados Unidos, mas cujo coração e os olhos estão na Europa. Espero que a Europa esteja muito presente neste momento de mudança em Cuba", acrescentou a monarca.

"Do ponto de vista económico há muito a fazer nesta ilha, mas também sei que as pessoas estão a trabalhar duro e que as coisas em Cuba podem mudar muito rapidamente", augura Maria Teresa.

Maria Teresa casou com Henri do Luxemburgo a 14 de Fevereiro de 1981. O casal tem cinco filhos
Maria Teresa casou com Henri do Luxemburgo a 14 de Fevereiro de 1981. O casal tem cinco filhos
Foto: AFP

Grã-duquesa defende uma monarquia "transparente" e "autêntica"

A monarquia constitucional do Luxemburgo deve adaptar-se à realidade do seu tempo e o funcionamento do Palácio Grão-Ducal deverá ser mais "transparente" e "autêntico", defende a grã-duquesa Maria Teresa.

A corte grã-ducal, uma das mais discretas da Europa, lançou em Setembro de 2015 uma "profunda reorganização" a fim de "pôr em prática regras de boa governação adaptadas à realidade do nosso país", ditadas por uma preocupação de "transparência e autenticidade" e "regras de ética", explicou a grã-duquesa.

Trata-se de "novas regras de funcionamento interno que são justas, equitativas e claras para todos", disse Maria Teresa, acrescentando que estas regras não alteram o equilíbrio institucional no Luxemburgo ou as relações entre o Governo e o Grão-Duque Henri.

Questionada sobre o caso da ex-camareira da Corte que se disse vítima de assédio laboral durante os anos em que esteve ao serviço da grã-duquesa, Maria Teresa refere que o Palácio Grão-Ducal está disposto a enfrentar o tribunal em vez de resolver a disputa através de uma indemnização. É uma questão de "ética", garante a soberana.

"Não é ético resolver os nossos problemas com o dinheiro do contribuinte", disse a grã-duquesa. "Preferimos, e o meu marido apoia-me, assumir o risco e fazer plena confiança na Justiça, em vez de ceder a exigências de montantes exorbitantes", concluiu.


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