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Governo quer que restaurantes comecem a vender água da torneira
Luxemburgo 13.11.2019

Governo quer que restaurantes comecem a vender água da torneira

Governo quer que restaurantes comecem a vender água da torneira

Luxemburgo 13.11.2019

Governo quer que restaurantes comecem a vender água da torneira

Diana ALVES
Diana ALVES
É um primeiro passo para que, no futuro, os consumidores possam beber água da torneira nos restaurantes.

O Governo vai incentivar os estabelecimentos a vender água da torneira. Se a estratégia não resultar, a opção será legislar sobre o assunto.

O Ministério das Classes Médias e do Turismo anunciou ontem que vai lançar uma campanha de sensibilização para incitar hotéis, cafés e restaurantes a disponibilizarem água da torneira aos clientes. A medida foi discutida na Câmara dos Deputados, na sequência de uma petição sobre a matéria que recolheu mais de cinco mil assinaturas.

No seguimento do debate, o ministro das Classes Médias e Turismo, Lex Delles, anunciou que será lançada uma ação de sensibilização dirigida aos profissionais do setor da Horeca. Numa primeira fase, a ideia é que os restaurantes comecem por incluir a água da torneira nos seus menus e que sejam eles a fixar os preços, que à partida serão mais baixos do que os das águas engarrafadas. Em contrapartida, serão criadas garrafas e logótipos uniformizados em todo o país, de forma a criar uma “marca” nacional.

Quanto à possibilidade de incluir o assunto na lei, como reivindica a petição, o Governo defende que essa decisão seja tomada apenas numa segunda fase e caso a campanha de sensibilização não surta efeito, isto é, se os restaurantes continuarem a não propor água da torneira nos seus menus.

As propostas do Executivo parecem no entanto não ter agradado aos peticionários, que continuam a defender que a questão seja incluída na lei. Os autores da petição citam o exemplo de França, onde o acesso a água da torneira está estipulado na lei e pedem por isso ao Governo que o Luxemburgo siga as pisadas do país vizinho. Consideram, por outro lado, que a medida serviria para reduzir o uso de plástico, bem como “uma parte significativa do transporte e das importações de água”.