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Governo português prepara mais inspeções a empresas com trabalhadores no Luxemburgo
Luxemburgo 12.11.2018 Do nosso arquivo online

Governo português prepara mais inspeções a empresas com trabalhadores no Luxemburgo

O setor da construção civil emprega perto de 20 mil trabalhadores no Luxemburgo, sendo 80% de origem portuguesa.

Governo português prepara mais inspeções a empresas com trabalhadores no Luxemburgo

O setor da construção civil emprega perto de 20 mil trabalhadores no Luxemburgo, sendo 80% de origem portuguesa.
Foto: Shutterstock
Luxemburgo 12.11.2018 Do nosso arquivo online

Governo português prepara mais inspeções a empresas com trabalhadores no Luxemburgo

O secretário de Estado das Comunidades disse que o Governo se prepara para aumentar o número de inspeções a empresas com trabalhadores deslocados no estrangeiro, nomeadamente no Luxemburgo, no seguimento da reunião de sexta-feira com as centrais sindicais OGBL e a CGTP.

"Foi-nos sugerido que pudéssemos transmitir ao Ministério do Trabalho a importância de, preventivamente, realizar iniciativas inspetivas relativamente a empresas que têm trabalhadores em mobilidade ou destacados no estrangeiro", disse José Luís Carneiro à Lusa, no final da reunião com a OGBL e a sua homóloga portuguesa CGTP.

"Assumi o compromisso de dialogar com o Ministério do Trabalho em vista a aprofundar e ampliar essas iniciativas de caráter inspetivo visando evitar situações de exploração laboral que possam subsistir na mobilidade ou no destacamento de trabalhadores", acrescentou o governante.


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Em causa está a situação reportada pela OGBL sobre trabalhadores portugueses no Luxemburgo, que terão sido aliciados por empresas portuguesas.

"As empresas vão para o Luxemburgo e não respeitam as convenções coletivas, por exemplo na construção civil, prometem muita coisa aqui [em Portugal] e entram depois em situações muito más para as pessoas", confirmou o membro da direção da maior confederação sindical do Luxemburgo, Carlos Pereira.

"[O secretário de Estado] abriu as portas para denunciarmos as situações e disse que ele pessoalmente ocupar-se-á disso".

Em causa "estão empresas portuguesas que alugam força de trabalho ou outras de construção civil para fazer o trabalho de outras empresas luxemburguesas e metem as pessoas em situações extremamente difíceis", disse o sindicalista, que é também vice-presidente da Caixa de Pensões do Luxemburgo.


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