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Governo não tem conhecimento de luxemburgueses na Venezuela
Luxemburgo 05.03.2019

Governo não tem conhecimento de luxemburgueses na Venezuela

Governo não tem conhecimento de luxemburgueses na Venezuela

Foto: AFP
Luxemburgo 05.03.2019

Governo não tem conhecimento de luxemburgueses na Venezuela

Jean Asselborn garante que o Executivo está a acompanhar a situação no país, uma crise que está a ter repercussões nas relações económicas entre o Grão-Ducado e a Venezuela.

São informações do Governo: não haverá, neste momento, cidadãos luxemburgueses na Venezuela. O dado foi avançado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros na sequência de uma questão parlamentar sobre a crise política no país da América Latina. 


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"O regime ofereceu a sua pior cara. Usou a sua última linha de defesa, os coletivos [grupos armados afetos ao regime] e presos armados, para massacrar os indígenas", disse Guaidó, fazendo alusão aos acontecimentos de 23 de fevereiro, onde quatro pessoas foram mortas, segundo a imprensa local, por defenderem a entrada de ajuda humanitária internacional no país.

No que toca às relações económicas bilaterais, Jean Asselborn limita-se a adiantar que, desde o início da crise, em 2016, o Executivo tem observado um abrandamento substancial das trocas de bens e serviços entre Luxemburgo e Caracas, não revelando quaisquer outros detalhes. Na resposta ao deputado David Wagner, do Déi Lénk, o chefe da diplomacia luxemburguesa reiterou também que o Grão-Ducado reconheceu o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela, uma vez que aquela instituição é, segundo o Governo, a instância democrática legítima do país. 

O ministro acrescenta que a decisão do Luxemburgo foi fruto de uma coordenação a nível europeu. Quanto ao futuro do país sul-americano, Asselborn considera que a solução tem de ser “política e pacífica”, acrescentando que o Grão-Ducado apoia os esforços da comunidade internacional, no sentido de serem criadas “as condições necessárias para a emergência de um processo democrático credível na Venezuela”. 


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Os distúrbios que ocorreram este fim de semana na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia provocaram 315 feridos, entre os quais 19 militares, segundo dados do Governo Venezuelano de Nicolás Maduro.

O ministro deixa de resto a garantia de que o Governo continua a seguir de perto a situação no terreno através dos chefes de missão da União Europeia em Caracas e nos países vizinhos afetados, assim como através da Embaixada luxemburguesa em Brasília.

Diana Alves

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