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Governo luxemburguês contribui com 250 mil euros para ajuda a Moçambique

Governo luxemburguês contribui com 250 mil euros para ajuda a Moçambique

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 23.03.2019

Governo luxemburguês contribui com 250 mil euros para ajuda a Moçambique

O Luxemburgo aprovou um pacote de ajuda humanitária em resposta à devastação causada pelo ciclone Idai.

A ministra da Cooperação para o Desenvolvimento e a Ajuda Humanitária, Paulette Lenert, decidiu atribuir um apoio de 250 mil euros para "contribuir para o restabelecimento da situação após o ciclone Idai, umas das piores catástrofes naturais na África austral", informou na sexta-feira o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Em comunicado, o Governo luxemburguês recorda que "Moçambique foi o país mais duramente atingido" pelo ciclone.

Segundo a nota, este montante foi aprovado "na sequência de um apelo de urgência da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho",  e vai servir para "apoiar a Cruz Vermelha em Moçambique a ajudar 75 mil pessoas", incluindo em necessidades básicas como "alojamento, saúde, tratamento das águas e higiene" ou "reforço da sociedade civil". 

O Luxemburgo já tinha enviado uma equipa de dois especialistas de telecomunicações do grupo de intervenção responsável pelas missões humanitárias e dois sistemas de comunicação por satélite para a região da Beira, em Moçambique, na sequência de um pedido oficial do Programa Alimentar Mundial naquele país.

A equipa foi reforçada na sexta-feira por mais dois voluntários luxemburgueses que integram a Capacidade Europeia de Resposta de Emergência (CERE), criada para responder a catástrofes, dentro e fora da UE, informou o CGDIS, o serviço de socorros luxemburguês.


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No Luxemburgo, a comunidade moçambicana também está a mobilizar-se para ajudar o país.

O balanço provisório da passagem do ciclone Idai é de 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui. O ciclone afetou pelo menos 2,8 milhões de pessoas nos três países africanos e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.

A cidade da Beira, no centro litoral de Moçambique, foi uma das mais afetadas pelo ciclone, na noite de 14 de março, e a ONU alertou que 400.000 pessoas desalojadas necessitam de ajuda urgente, avaliada em mais de 40 milhões de dólares (mais de 35 milhões de euros).

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas. As organizações envolvidas nas operações de socorro e assistência humanitária têm alertado para o perigo do surto de doenças contagiosas.


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