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Funcionário da Adem desvia 95 mil euros de subsídios de desemprego
Luxemburgo 2 min. 14.02.2020

Funcionário da Adem desvia 95 mil euros de subsídios de desemprego

Funcionário da Adem desvia 95 mil euros de subsídios de desemprego

Photo: Anouk Anthony
Luxemburgo 2 min. 14.02.2020

Funcionário da Adem desvia 95 mil euros de subsídios de desemprego

Devido a uma falha informática, o empregado conseguiu transferir as verbas, durante meses, para a sua conta bancária. Foi apanhado e está a ser julgado.

Patrick A., era responsável pela gestão de parte dos pedidos de subsídio de desemprego da Agência de Desenvolvimento de Emprego (Adem) desde 2013.

Um dia, em 2018 descobriu uma falha grave no sistema informático que permitia o desvio de dinheiro e decidiu tirar proveito dela.

Elaborou um esquema, falou com Davide M. e Edin A. e passou a desviar dinheiro destinado a subsídios de desemprego diretamente para a sua conta bancária e dos seus dois cúmplices.

 O caso foi descoberto em abril de 2019 tendo a investigação policial descoberto que Patrick A., de 46 anos, conseguiu passar diretamente para as contas bancárias pessoais dos três indivíduos, um total de 95 mil euros. Porém, a maioria do montante foi transferido para Patrick A., tendo os dois cúmplices recebido apenas 14.500 e 19.000 euros.

Como a fraude foi descoberta

Ontem, este empregado, Davide M. e Edin A. estiveram presentes na primeira audiência do julgamento. Apenas ele está acusado de desvio de dinheiros públicos como funcionário público. E em menos de um ano, o caso já está a ser julgado.

 A sessão foi seguida pelo Wort que na edição francesa conta o esquema de Patrick A. foi descoberto.  Da forma mais simples. Um erro de principiante: Um dos “pagamentos” feitos à conta bancária de Patrick A., de um dos subsídios veio devolvido à Adem. Outros funcionários terão recebido a devolução e seguiram o rasto do dinheiro, descobrindo que vinha da conta pessoal de um colega seu.

Patrick A. confessou aos seus superiores a autoria do esquema fraudulento e o desvio de dinheiro, foi imediatamente despedido e acusado de desviar dinheiros públicos. A falha informática foi reparada e tornou-se impossível qualquer fraude, foi ontem garantido em tribunal.

Por essa altura, o Ministério Público suspeita que os cúmplices do autor do esquema já estavam em conflito com ele, pois devolveram parte do dinheiro desviado a Patrick A.

 Fraude quase perfeita

Como é que este funcionário conseguiu durante meses transferir para si subsídios de desemprego de outras pessoas sem ser descoberto? Sem os destinatários se queixarem?

Porque Patrick A. desviou apenas pedidos antigos e que estavam bloqueados há muito tempo devido a um erro, foi explicado no tribunal. Por isso, adianta o Wort, a probabilidade das pessoas reclamarem a falta de pagamento do seu subsídio era muito baixa. E, mais de meia centena de subsídios poderiam ter ido parar diretamente às contas dos três cúmplices.

"Eu não fiz isso para ficar rico", declarou Patrick A. em tribunal, na quinta, dia 13, justificando o seu crime com o período menos bom que passou após o seu divórcio.

No próximo dia 3 de março haverá nova sessão do julgamento, onde os advogados de defesa e acusação irão fazer as suas declarações.

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