Fronteira com a Alemanha continua sem controlos
Fronteira com a Alemanha continua sem controlos
O instituto alemão Robert-Koch colocou o Luxemburgo na lista de zonas de "risco" devido ao aumento de casos de covid-19 no país. No entanto, os governos do Sarre e da Renânia-Palatinado permanecem contra a introdução de controlos nas fronteiras com o Luxemburgo.
O Grão-Ducado excedeu o limite de 50 novas infeções por 100.000 habitantes em sete dias, um padrão usado internacionalmente para avaliar os riscos de contaminação. Como consequência, o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha emitiu um aviso de viagem para o Luxemburgo, realçando os riscos à saúde.
No domingo passado, a Bélgica colocou o Grão-Ducado na lista de países da zona laranja, sinónimo de "zona de perigo médio". Contudo, as fronteiras entre os dois países permanecem abertas. O mesmo acontece para a Alemanha. O Ministro Federal do Interior alemão, Horst Seehofer (CSU), afirmou que se opunha a novos controlos de fronteira no caso de um aumento no número de novas infecções nos países vizinhos.
Nos últimos dias outros países colocaram os Luxembugo na "lista negra" nos últimos dias, entre eles a Dinamarca, Noruega e Finlândia.
Para a indústria turística luxemburguesa, este anúncio constitui um duro golpe, já que segundo a Statec, 15% dos 1,1 milhão de visitantes que vieram para o Grão-Ducado, em 2018, eram oriundos da Alemanha. São o segundo país de origem, atrás dos belgas (20%) e holandeses (17%), mas à frente dos franceses (13%).
Edição de Ana Patrícia Cardoso
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