Escolha as suas informações

Fraude com desemprego por intempéries chega ao Parlamento

Fraude com desemprego por intempéries chega ao Parlamento

Luxemburgo 08.02.2019

Fraude com desemprego por intempéries chega ao Parlamento

Susy TEIXEIRA MARTINS
O encaixe indevido de subsídios de desemprego pelos patrões por causa de intempéries chegou ao Parlamento. O Déi Gréng questionou hoje o governo.

Com base numa investigação da Rádio Latina, publicada na edição de quarta-feira do semanário Contacto, o grupo parlamentar Os Verdes (Déi Gréng) pede, nesta sexta-feira, esclarecimentos ao governo.

Na pergunta ao ministro do Trabalho, Dan Kersch, os deputados ecologistas Charles Margue e Carlo Back querem saber se o governante tem conhecimento da situação e que "medidas tenciona tomar para lutar contra os casos de fraude".

Na resposta, que chegou à Rádio Latina esta quinta-feira, Dan Kersch assegura "não ter conhecimento de alegadas fraudes com o subsídio de desemprego devido a intempéries" e aproveita para deixar um recado aos sindicatos: "quando há suspeitas fraude, os casos devem ser denunciados às autoridades de forma oficial". Aguarda-se, agora, a resposta do ministro aos deputados.


Trabalhadores e sindicatos denunciam fraudes nos subsídios de desemprego por intempéries
A denúncia é feita por trabalhadores da construção civil e os sindicatos confirmam. Inspeção do Trabalho e das Minas refere que desconhece a situação.

A verdade é que segundo inúmeros trabalhadores do setor da construção civil ouvidos pela Rádio Latina há patrões a abusar do sistema de apoio económico do Estado às empresas quando se registam temperaturas muito baixas ou muito elevadas (o chamado sistema de "chômage intempéries", na denominação oficial em francês). Uma situação que põe em risco a segurança dos operários. Isto porque para receber os subsídios, os patrões fraudulentos declaram o encerramento dos estaleiros quando, na verdade, isso não acontece.

A alegada fraude existe há "longos anos" e é do conhecimento das centrais sindicais LCGB e OGBL, que afirmam ter denunciado os casos às autoridades. Em declarações à Latina, A Inspeção do Trabalho e das Minhas (ITM), tal como o ministro do Trabalho, afirmou desconhecer este tipo de fraude. Pelo contrário, a Administração do Desenvolvimento do Emprego (ADEM) assegurou à Rádio Latina estar a par da situação mas alega que estas situações são "difíceis de provar".


Notícias relacionadas