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Findel. Dos testes obrigatórios à "desativação" do centro PCR
Luxemburgo 3 min. 03.02.2021 Do nosso arquivo online

Findel. Dos testes obrigatórios à "desativação" do centro PCR

O antigo centro de testes covid no Findel é agora um espaço vazio.

Findel. Dos testes obrigatórios à "desativação" do centro PCR

O antigo centro de testes covid no Findel é agora um espaço vazio.
Foto: António Pires
Luxemburgo 3 min. 03.02.2021 Do nosso arquivo online

Findel. Dos testes obrigatórios à "desativação" do centro PCR

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Com a imposição dos testes negativos à covid-19 para entrar no Luxemburgo, acabaram os vouchers no momento do desembarque. O centro de testes PCR foi desativado "temporariamente". Restam os testes rápidos para os viajantes que chegam de fora da Europa. Agora, com um custo de 10 euros.

Bastou uma semana para que o Ministério da Saúde mudasse a estratégia. Se há quatro dias o gabinete da ministra Paulette Lenert assegurava ao Contacto que o centro de testes PCR de Findel era para manter, a imposição dos testes negativos para entrar no país obrigou a uma revisão logística. "A instalação de testes em grande escala no aeroporto está temporariamente fechada desde 29 de janeiro", confirmou o Ministério. 

"Esta oferta já não é necessária nesta fase, pois desde a mesma data, qualquer pessoa, independentemente da sua nacionalidade, com 6 anos ou mais, que deseje viajar de avião para o Grão-Ducado, deve apresentar resultados negativos de um teste de deteção viral PCR, realizado menos de 72 horas antes do voo, no momento do embarque", sintetiza.

Custos associados

Na prática, acabaram os vouchers no momento do desembarque. O centro PCR foi desativado "temporariamente" e mesmo os testes rápidos só estão acessíveis aos viajantes que chegam de países exteriores à União Europeia. "Qualquer pessoa que viaje de avião de um país terceiro deve submeter-se a um teste adicional de antigénio viral à chegada ao aeroporto do Luxemburgo. Esta oferta de teste permanecerá, portanto, em vigor, mas será sujeita a uma taxa de 10 euros", clarifica o Ministério da Saúde, pondo fim ao período do rastreio sem custos associados que vigorava desde maio no aeroporto do Findel. 

"Hoje já fecharam, só voltam amanhã", comentava, pouco depois das 16h, uma funcionária da limpeza do aeroporto quando confrontada, na última sexta-feira, com o vazio que tomou conta das baias e dos gabinetes improvisados que continuam montados na área das chegadas. Mal sabia que a intenção do Governo passa por reorientar as dezenas de profissionais de saúde para os lares de idosos, onde, de resto, se deve concentrar a terceira fase da campanha de despistagem em larga escala, a par dos estabelecimentos de ensino.


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Sem teste, não embarca

Sem um teste negativo traduzido numa das três línguas oficias do Grão-Ducado – francês, alemão e luxemburguês – os passageiros ficam em terra, sendo-lhes negado o embarque em direção ao país. Nem os certificados de residência ou a nacionalidade isentam os passageiros que, no caso português, são obrigados a desembolsar cerca de 150 euros para obter a prova exigida. Numa altura em que os especialistas luxemburgueses apontam para um eventual terceiro pico de infeções associado à propagação das novas variantes da covid-19, o objetivo é limitar as saídas e as entradas no país pelo menos durante um mês.

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