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Félix Braz lembrado no discurso sobre o Estado da Nação
Luxemburgo 2 min. 09.10.2019

Félix Braz lembrado no discurso sobre o Estado da Nação

Félix Braz lembrado no discurso sobre o Estado da Nação

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 09.10.2019

Félix Braz lembrado no discurso sobre o Estado da Nação

Susy TEIXEIRA MARTINS
Susy TEIXEIRA MARTINS
O discurso de ontem sobre o Estado da Nação ficou marcado pelo início emotivo.

Logo na abertura do discurso de 33 páginas, o primeiro-ministro Xavier Bettel sublinhou a dificuldade em falar sobre a situação atual do país e sobre as prioridades dos próximos anos, quando uma pessoa que ajudou a elaborar essas prioridades não estava presente naquele momento, no Parlamento.

Xavier Bettel referia-se a Félix Braz, antigo ministro da Justiça que sofreu um ataque cardíaco no mês de agosto.

Nesta declaração sobre o Estado da Nação ficou-se a saber que Félix Braz tem ainda um longo percurso a percorrer para voltar a recuperar a saúde e que é impensável o seu regresso ao Governo nos próximos tempos.

Xavier Bettel acrescentou que os três partidos da coligação não partilham sempre a mesma opinião, mas que conseguem sempre encontrar um consenso, e com o mesmo objetivo: "melhorar as condições de vida da população residente no Luxemburgo".

E nesta matéria, Bettel sublinhou também o papel do "amigo e aliado" Félix Braz, que "nos últimos anos foi uma ajuda preciosa e um fundamento importante no sucesso desta coligação".

No seu discurso, o primeiro-ministro frisou que a alteração climática é um tema que mexe com as pessoas, não só no Luxemburgo, mas em todo o mundo. As intempéries e inundações que assolaram o país nos últimos anos são, segundo Bettel, um sinal dessas alterações. Daí, ter sublinhado a importância do acordo de Paris.

Quanto à situação económica e financeira no país, "é positiva e as perspetivas são boas", refere o líder do Governo, reforçando o seu discurso com as classificações das agências de notação, que dão ao Luxemburgo o Triplo A.

Xavier Bettel frisou que a "Administração Central fechou o ano 2018, pela primeira vez, em dez anos, com um excedente. E a tendência é a mesma para este ano".

O primeiro-ministro disse ainda que o Luxemburgo conheceu nos últimos anos, uma evolução demográfica raramente vista em outros países. A população aumentou 20% em 10 anos.

Daí, ser necessário investir. Para este ano, o Governo previu 2,6 mil milhões de euros em investimentos, o que representa mil milhões a mais que em 2013.

Os debates parlamentares relativos a esta declaração sobre o Estado da Nação arrancam esta quarta-feira e prosseguem na quinta-feira.