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Famílias sem consoada no Luxemburgo
Luxemburgo 2 min. 09.12.2020 Do nosso arquivo online

Famílias sem consoada no Luxemburgo

Famílias sem consoada no Luxemburgo

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 09.12.2020 Do nosso arquivo online

Famílias sem consoada no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O primeiro-ministro afirmou esta tarde que o confinamento parcial vai durar até pelo menos 15 de janeiro. Não haverá relaxamento das medidas no Natal e Ano Novo.

Na conferência desta quarta-feira após o Conselho de Ministros, Xavier Bettel declarou que não é altura para abrandar as restrições visto que os números continuam elevados e as festas de fim de ano não vão poder realizar-se como normalmente. Desta forma, ao contrário dos países vizinhos, no Natal e Ano Novo não haverá relaxamento de medidas. Pelo que continua a só ser permitido receber em casa apenas duas pessoas, e terão de ser do mesmo agregado familiar. "Estas regras são para proteger as pessoas e prefiro renunciar a algumas horas de prazer. Eu sei que é duro, mas é para não piorar depois", vincou Bettel.   

"Idealmente não se poderá fazer as festas em conjunto", disse a ministra da Saúde, Paulette Lenert, que quer evitar as "reuniões familiares que potenciem o aumento de novas infeções". Xavier Bettel reconheceu "o quão é difícil" fazer novos sacrifícios até 15 de janeiro mas insistiu que é necessário manter todas as restrições para evitar "um confinamento total".  

Há uma exceção. "As pessoas que vivem sós e isoladas que ficam mais melancólicas nestes dias de festa podem ver outras pessoas, familiares. Aqui fazemos uma pequena abertura", anunciou a ministra. 

De resto, "queremos evitar reagrupamentos familiares pois todas as pessoas possuem risco" de contaminar ou serem contaminadas, "as pessoas trabalham estão com outras pessoas" e não convém por isso, reunir-se nestas festas de fim de ano", realçou Lenert.

"Não podemos abrir uma ou duas exceções pois pagaremos mais tarde a fatura por isso vamos manter as medidas até ao dia 15 de janeiro", vincou o primeiro-ministro na conferência desta tarde após o Conselho de Ministros. Bettel reconheceu "o quão é difícil" fazer novos sacrifícios até 15 de janeiro mas insistiu que é necessário manter todas as restrições para evitar "um confinamento total como em março". 

Paulette Lenert, acredita que as pessoas vão respeitar as medidas de restrição. "As pessoas dizem-me que compreendem a situação e que irão respeitar as medidas. Compreendem que a situação é muito séria e que as festas constituem grandes riscos", afirmou Lenert.   

"O risco de contágio é sério" e a "taxa das infeções continuam elevadas" pelo que não podemos reabrir os resturantes nem ter eventos em casa. "O vírus circula em todas as faixas etárias e à mesa é onde há um maior contacto, não temos máscara, é onde o risco é maior", afirmou ainda. 

Desta forma, também os restaurantes, bares, cafés vão continuar encerrados até 15 de janeiro. O recolher obrigatório mantém-se entre as 23h e as 06h da manhã. O projeto de lei sobre o prolongamento das restrições será apresentado à Câmara dos Deputados e irá a votos já na próxima semana. No dia seguinte à votação, a lei entrará em vigor. 

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