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Falta mão-de-obra, mas refugiados têm de esperar seis meses para trabalhar
Luxemburgo 18.11.2022
Acolhimento

Falta mão-de-obra, mas refugiados têm de esperar seis meses para trabalhar

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Falta mão-de-obra, mas refugiados têm de esperar seis meses para trabalhar

Foto de arquivo: Marc Wilwert/Luxemburger Wort
Luxemburgo 18.11.2022
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Falta mão-de-obra, mas refugiados têm de esperar seis meses para trabalhar

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Para o ministro da Imigração, a abolição do mínimo do tempo de espera para requerentes de asilo está fora de questão.

O Luxemburgo tem falta de mão-de-obra em vários setores e, como alternativa, há patrões que estão dispostos a recrutar requerentes de asilo. Mesmo assim, o Governo garantiu que não vai mexer no tempo de espera que os requerentes de asilo têm de cumprir para poder trabalhar no Grão-Ducado.


Nunca houve tanta falta de trabalhadores no Luxemburgo
As empresas luxemburguesas têm registado números recorde de ofertas de emprego em 2022.

Segundo a lei em vigor, só depois de seis meses do pedido de proteção internacional no país é que os requerentes podem obter uma "autorização de ocupação temporária", renovável a cada seis meses, que permite que trabalhem.

Governo quer abolir período de teste 

Mas. para o ministro da Imigração, a abolição do mínimo de seis meses de espera está fora de questão. Foi o que Jean Asselborn garantiu numa resposta parlamentar ao partido CSV.

No entanto, o Governo está a preparar um projeto de lei que prevê abolir o período de teste de mercado de trabalho no âmbito da obtenção da autorização de ocupação temporária.


As mulheres formam 70% do total de refugiados ativamente à procura de trabalho
Só 7% dos refugiados ucranianos conseguiram arranjar emprego
Dos 910 que estão registados na ADEM desde março, 580 continuam ativamente à procura de trabalho.

Jean Asselborn esclarece, ainda, que os requerentes de asilo não podem registar-se na ADEM nem ter acesso às formações. Mas quem já obteve o estatuto de proteção internacional pode inscrever-se na ADEM e ter acesso aos serviços e ofertas.

Entre 2015 e 2020, 857 refugiados conseguiram ser integrados no mercado de trabalho através da ADEM, 165 deles em 2020.

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