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Falência da Maison du Plâtre: 40 trabalhadores portugueses estão há quatro meses sem receber
Parte dos trabalhadores da empresa que faz obras em  gesso já encontrou trabalho

Falência da Maison du Plâtre: 40 trabalhadores portugueses estão há quatro meses sem receber

Foto: Shutterstock
Parte dos trabalhadores da empresa que faz obras em gesso já encontrou trabalho
Luxemburgo 18.12.2015

Falência da Maison du Plâtre: 40 trabalhadores portugueses estão há quatro meses sem receber

O Tribunal do Luxemburgo declarou na quinta-feira a falência da empresa de construção civil Maison du Plâtre, deixando 40 trabalhadores, quase todos portugueses, no desemprego.

O Tribunal do Luxemburgo declarou na quinta-feira a falência da empresa de construção civil Maison du Plâtre, deixando 40 trabalhadores, quase todos portugueses, no desemprego.

A empresa especializada em trabalho de gesso via-se a braços, desde o início do ano, com ploblemas de gestão e salários em atraso.

A central sindical LCGB está a acompanhar os trabalhadores e disse ao CONTACTO que há quatro meses de pagamentos em atraso.

“Os cerca de 40 trabalhadores, quase todos portugueses, têm quatro meses de salários em atraso. A LCGB está a acompanhar os casos deles e está a tratar dos papéis para que possam ter os seus direitos garantidos depois de o Tribunal ter declarado falência”, disse o responsável pelo sector da Construção da central sindical LCGB, Jean-Paul Baudot.

Além dos pagamentos em atraso, os trabalhadores poderão também vir a ter direito a uma “indemnização assegurada pelo Estado”, frisou ainda o sindicalista.

A “má gestão” poderá estar na base da insolvência desta empresa especializada em trabalhos de gesso, Maison du Plâtre.

“Os atrasos nos pagamentos foram relatados em Junho de 2015, mas desde o início do ano que dezenas de trabalhadores foram despedidos. Até esta declaração de falência foram meses de incertezas quanto ao futuro destes trabalhadores. Não creio que a falência tenha sido por falta de trabalho, porque continua a haver ofertas para esta profissão. A causa só pode ser por má gestão”, explica Jean-Paul Baudot, acrescentando que alguns dos trabalhadores portugueses já encontraram trabalho na concorrência.

“Parte deles já encontrou trabalho noutras empresas porque não há muita gente a trabalhar com o gesso”, disse ao CONTACTO o secretário sindical da LCGB, que organizou no final de Novembro um piquete de protesto à porta da empresa, em Bergem (entre Foetz e Bettembourg), para reivindicar uma solução para os trabalhadores.

Infelizmente, a empresa e os postos de trabalho dos cerca de 40 funcionários não puderam ser salvos.

Henrique de Burgo


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