Escolha as suas informações

Extensão do tram. As razões da discórdia
Luxemburgo 2 min. 14.08.2022
Mobilidade

Extensão do tram. As razões da discórdia

Mobilidade

Extensão do tram. As razões da discórdia

Photo: Marc Wilwert / Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 14.08.2022
Mobilidade

Extensão do tram. As razões da discórdia

Redação
Redação
A construção das novas linhas do tram na capital estão a ser contestadas por associações.

A Luxtram planeia a construção de novos troços do tram até 2035, altura em que quatro linhas poderão servir 300 mil passageiros diários, como anunciou André von der Marck, administrador da Luxtram, à RTL. Contudo, a extensão do transporte está a ser contestado por associações alertando para vários perigos.

O novo troço que deverá ligar a rotunda Schuman ao boulevard Royal, passando pela Porte-Neuve, está no centro das preocupações movimento ecológico Natur&Emwelt.

O movimento diz-se preocupado com o facto de a extensão do tram ter como consequência o abate de árvores e arbustos na avenida Porte-Neuve. Estas “árvores são essenciais para o arrefecimento da cidade e têm um papel importante para as aves protegidas”, alerta numa carta enviada à autarquia do Luxemburgo.


Der Nahverkehr ist oft eine gute Alternative zu Staus und Parkplatzsuche, hat aber eigene Probleme. CFL und ATP geben Erklärungen zu diesen Problemen.
Extensão do tram. "Mais vale sacrificar os carros" do que as árvores
Os planos previstos para o novo troço do tram que deverá ligar a rotunda Schuman ao boulevard Royal, passando pela Porte-Neuve, não agradam ao movimento ecológico Natur&Emwelt.

“Não são as árvores que têm de sair mas sim os automóveis”, reivindicam os ambientalistas: “Mais vale sacrificar os carros”, do que as árvores limitando os espaços para as viaturas e mantendo as árvores onde estão, apelam.  

Vestígios arqueológicos em risco

A voz da discórdia sobre a construção da infraestrutura também já chegou por parte da Associação Amis de la Forteresse temendo a destruição das fortificações, algumas com apenas um metro de profundidade e do património da cidade. Na zona da avenida de la Porte-Neuve existem galerias e minas no solo que ainda são parcialmente acessíveis e a associação teme que este património arqueológico possa ser destruído, como lembrou ao Luxemburguer Wort.

Robert Wagner estima que haverá riscos casos as obras forem feitas a uma maior profundidade do solo. “Se se mantiverem na medida das atuais nada poderá ser destruído, mas se, no âmbito das obras do tram, a cidade colocar, por exemplo, novas canalizações e condutas a uma profundidade maior, estas ameaçam destruir as fortificações”.


Tram deverá chegar a mais três áreas da capital
Os peritos têm até ao outono para propor opções para estender a rede por Strassen, Kirchberg e Hollerich.

A empresa Luxtram já respondeu em comunicado aos receios das associações. “Até ao primeiro semestre de 2023 diversas variantes serão analisadas”, indica a empresa lembrando ainda os propósitos da extensão do tram.

“O objetivo do projeto do tramway é propor uma integração voltada para a melhoria do espaço urbano, preservando e fortalecendo o património vegetal, oferecendo ao capital soluções de mobilidade adaptadas e equilibradas”, lê-se no comunicado. A Luxtram adianta ainda que os vestígios arqueológicos serão rigorosamente tidos em conta durante os trabalhos de ampliação do transporte público.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas