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Explosão em Waldhof foi com engenho da II Guerra Mundial
Luxemburgo 2 min. 14.02.2019

Explosão em Waldhof foi com engenho da II Guerra Mundial

Explosão em Waldhof foi com engenho da II Guerra Mundial

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 14.02.2019

Explosão em Waldhof foi com engenho da II Guerra Mundial

Dois suboficiais morreram hoje numa explosão no paiol de Waldhof. O ministro François Bausch diz tratar-se do "dia mais triste" da sua carreira.

(Notícia atualizada às 21:38.) 

A explosão que hoje vitimou dois suboficiais nascidos em 1971 e 1979 no paiol de Waldhof aconteceu quando "preparavam o transporte para a Bélgica nos próximos dias de um engenho explosivo da II Guerra Mundial, provavelmente de origem norte-americana, com 48 quilos", revelou o ministro François Bausch, ministro da Mobilidade, das Obras Públicas e da Segurança Interna, em conferência de imprensa. A bomba iria ser "neutralizada" na Bélgica. 

O engenho explosivo estava a ser manuseado pelos dois suboficiais da brigada de minas e armadilhas do Exército luxemburguês quando ocorreu o acidente. O estrondo foi registada cerca das 10:30 "no interior do depósito do campo militar de Waldhof". Nessa altura, encontravam-se "quatro pessoas no interior do armazém". 

Outros dois militares ficaram feridos neste acidente. Ambos estão hospitalizados, um deles em estado crítico, tendo sido submetido esta quinta-feira a uma intervenção cirúrgica. O suboficial que sofreu ferimentos ligeiros está em "condições de falar", avançou o Procurador-geral do Estado, acrescentando que foi ouvido esta tarde no âmbito da investigação. Trata-se de um testemunho importante para apurar as circunstâncias exatas em que ocorreu a explosão.

O Procurador-Geral do Estado, Georges Oswald, presente na conferência desta tarde, fez também o ponto da situação, que pode ouvir no áudio abaixo.  

Bausch vai propor, em Conselho de Ministros, "que seja feita uma homenagem às duas vítimas", recusando abordar qualquer questão relacionada com medidas sobre segurança por considerar que "este não é o momento", uma vez que "vai realizar-se um inquérito sobre o sucedido". Segundo avançou, a investigação contará com especialistas internacionais. 

Considerando que este "foi o dia mais triste" que viveu na função, o ministro apresentou as condolências aos familiares das vítimas. "Este caso mostra o respeito que deve existir pelas pessoas que trabalham nas forças de segurança, porque se trata de funções que envolvem perigo", afirmou o ministro.   

Também o primeiro-ministro, Xavier Bettel, que se encontra em visita a Madrid, expressou as condolências às famílias e afirmou que este incidente serve para relembrar "os perigos a que os soldados estão sujeitos diariamente nas missões em defesa do seu país".   

O último acidente mortal no paiol de Waldhof remonta a 5 de dezembro de 2012. Nesse dia, um soldado, de 22 anos foi mortalmente atingido a tiro por um outro militar, que em 2015 tinha sido condenado a dois anos de prisão, dos quais 12 meses com pena suspensa por homicídio involuntário. O tribunal considerou que as regras básicas de segurança não foram respeitadas.

Manuela Pereira e Henrique de Burgo


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