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Europeias. Só dez por cento dos portugueses votam nos candidatos luxemburgueses
Luxemburgo 2 min. 20.05.2019 Do nosso arquivo online

Europeias. Só dez por cento dos portugueses votam nos candidatos luxemburgueses

Europeias. Só dez por cento dos portugueses votam nos candidatos luxemburgueses

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 20.05.2019 Do nosso arquivo online

Europeias. Só dez por cento dos portugueses votam nos candidatos luxemburgueses

Nos cadernos eleitorais luxemburgueses estão inscritos 7.808 eleitores portugueses, tendo ficado de fora 75.391 imigrantes que podiam ter-se recenseado, segundo um estudo em curso do Centro de Estudos e de Formação Intercultural e Social (Cefis), ainda não publicado.

Os imigrantes portugueses recenseados para eleger os seis representantes do Luxemburgo ao Parlamento Europeu, nas eleições europeias que se realizam a 26 de maio, representam 10,4% do total dos que preenchiam as condições para votar, segundo dados oficiais.

De acordo com o Cefis, para votar nas próximas eleições europeias no Luxemburgo estão inscritos 23.243 estrangeiros. Embora os portugueses continuem a ser o maior grupo de estrangeiros a votar nestas europeias no Luxemburgo, num país com 47% de residentes estrangeiros, a taxa de inscrição (10,4%) ficou abaixo da média das outras nacionalidades, que ronda os 12%.

Segundo os dados do Cefis, os residentes franceses contam com 4.418 pessoas recenseadas (uma taxa de inscrição de 11,8%), havendo 2.890 italianos inscritos (15%), 2.522 belgas (14,9%) e 2.217 alemães (20%). Os imigrantes portugueses que vivem no Luxemburgo podiam optar por participar na eleição dos seis representantes do Grão-Ducado no Parlamento Europeu, ou eleger os eurodeputados portugueses.


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Para poderem votar nos candidatos luxemburgueses, tinham de se recensear até 28 de fevereiro. Já para participar nas eleições em Portugal, o recenseamento passou a ser automático, tendo o número de portugueses inscritos nos cadernos eleitorais do Consulado de Portugal no Luxemburgo passado de 2.163 para 55.990.

O Grão-Ducado é um dos membros fundadores da atual União Europeia e é considerado um dos mais europeístas, tendo instituído este ano o Dia da Europa, 09 de maio, como feriado nacional. O Luxemburgo elege seis eurodeputados, contando atualmente três do partido cristão-social (CSV, na sigla em luxemburguês), um do partido socialista (LSAP), um do partido liberal (DP) e um dos Verdes (Déi Gréng).

Dos dez partidos que concorrem a estas eleições no Luxemburgo, que se realizam em 26 de maio, seis têm candidatos que falam português. A cabeça de lista do CSV, o partido do atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, é a lusodescendente Isabel-Wiseler-Lima, vereadora com os pelouros da habitação, integração e política social na autarquia da cidade do Luxemburgo.


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Cerca de 360 milhões de cidadãos europeus vão poder votar, entre 23 e 26 de maio, para escolher os seus representantes no próximo Parlamento Europeu, com Portugal a eleger 21 eurodeputados e o Luxemburgo seis.

A lista do partido liberal (DP), que lidera a coligação governamental, tem à frente a ex-apresentadora de televisão Mónica Semedo, de origem cabo-verdiana, lado a lado com o eurodeputado Charles Goerens. Mara Martins, com nacionalidade luxemburguesa e portuguesa, de 20 anos, é uma dos seis candidatos pelo déi Lénk (a Esquerda).

À frente do partido Pirata, a surpresa nas últimas eleições legislativas, em outubro, está o copresidente Starsky Flor, de origem cabo-verdiana. A estudante e cantora numa banda rock Elise Nunes, filha de imigrantes portugueses, é uma das candidatas pelo partido comunista luxemburguês (KPL). A lista do movimento pan-europeu Volt também conta com Daniel Silva, com dupla nacionalidade.

Lusa

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