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Europeias. DP rouba um eurodeputado ao CSV e torna-se o partido mais votado
Xavier Bettel estava eufórico com a vitória do DP. Os liberais esperaram os resultados na discoteca Melusina.

Europeias. DP rouba um eurodeputado ao CSV e torna-se o partido mais votado

Foto: Lex Kleren
Xavier Bettel estava eufórico com a vitória do DP. Os liberais esperaram os resultados na discoteca Melusina.
Luxemburgo 26.05.2019

Europeias. DP rouba um eurodeputado ao CSV e torna-se o partido mais votado

Paula TELO ALVES
Paula TELO ALVES
Com 21,44% dos votos, o partido de Xavier Bettel foi o mais votado nestas eleições europeias. O DP conquista dois mandatos, mais um que nas eleições anteriores, em 2014. Já o CSV, cuja cabeça de lista é a lusodescendente Isabel Wiseler-Lima, obteve 21,1%, perdendo um dos três eurodeputados.

O Luxemburgo elege seis eurodeputados. Em 2014, tinha três do partido cristão-social (CSV, na sigla em luxemburguês), um do partido socialista (LSAP), um do partido liberal (DP) e um dos Verdes (Déi Gréng).

Esta noite, o DP roubou um deputado ao CSV, ficando com dois. Com 21,44% dos votos (mais 6,67 pontos percentuais que em 2014), o partido do primeiro-ministro Xavier Bettel conquista dois mandatos, mais um que nas anteriores eleições, em 2014.

O grande perdedor nestas eleições é o CSV, cuja cabeça de lista é a lusodescendente Isabel Wiseler-Lima. Os cristãos-sociais obtiveram 21,1% dos votos (menos 16,55 pontos percentuais que em 2014), perdendo um dos três eurodeputados que tinham no Parlamento Europeu.

Os Verdes (Déi Gréng) são a terceira força política mais votada, com 18,91% (mais 3,9 pontos percentuais que nas últimas eleições), ficando com um eurodeputado - o mesmo resultado que em 2014.

Os socialistas ficaram atrás dos ecologistas. O LSAP conquista 12,9% do eleitorado (+0,44), mantendo um eurodeputado.

A nova distribuição de assentos dá pois dois eurodeputados ao DP (Charles Goerens e Mónica Semedo), dois para o CSV (Isabel Wiseler-Lima e Christophe Hansen), um para os Verdes (Tilly Metz) e outro para os socialistas (o antigo ministro do Trabalho Nicolas Schmit).


Sete meses depois de ter falhado a eleição nas legislativas do Luxemburgo, Monica Semedo conquista um lugar no Parlamento Europeu para o DP, o partido de Xavier Bettel.
Monica Semedo e Isabel Wiseler-Lima, as duas eurodeputadas lusófonas do Luxemburgo
Filha de imigrantes cabo-verdianos no Luxemburgo, Monica Semedo, que não conseguira ser eleita nas legislativas de outubro, conquista agora um assento no Parlamento Europeu, pelo DP. E bate mesmo a cabeça de lista do CSV, Isabel Wiseler-Lima, a outra eurodeputada do Grão-Ducado que fala português.

Nenhum dos restantes seis partidos conseguiu a eleição de eurodeputados. 

O ADR, o partido mais à direita no espectro político luxemburguês, conhecido pelas suas posições contra os imigrantes, subiu 2,51 pontos percentuais, chegando aos 10,04%, mas sem eleger nenhum deputado. 

O partido Pirata teve 7,7%, mais 3,47 pontos percentuais que nas últimas eleições. E ficou à frente do Déi Lénk (A Esquerda), que baixou 0,93 pontos percentuais, ficando agora com 4,83%. 

Segue-se o movimento pan-europeu Volt, com 2,11% dos votos. 

Os comunistas (KPL) não foram além dos 1,14% (menos 0,35). 

A fechar a lista, vêm os Konservativ, um partido formado por um dissidente do ADR, Joe Thein, com posições anti-estrangeiros. Não foram além de 0,53% dos votos. 



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