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Eurogrupo: Portugal vai ter voz mais forte, mas exigência acrescida
Luxemburgo 3 min. 04.12.2017

Eurogrupo: Portugal vai ter voz mais forte, mas exigência acrescida

Eurogrupo: Portugal vai ter voz mais forte, mas exigência acrescida

Foto: AFP
Luxemburgo 3 min. 04.12.2017

Eurogrupo: Portugal vai ter voz mais forte, mas exigência acrescida

O Presidente da República considerou hoje que, com Mário Centeno na presidência do Eurogrupo, Portugal vai ter "uma voz mais forte" nas instituições europeias, mas também "um preço de exigência acrescida" em termos financeiros.

O Presidente da República considerou hoje que, com Mário Centeno na presidência do Eurogrupo, Portugal vai ter "uma voz mais forte" nas instituições europeias, mas também "um preço de exigência acrescida" em termos financeiros.

À saída de uma visita ao Centro de Apoio Social dos Anjos, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre as declarações do presidente cessante do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, que deu como certo que o seu substituto no cargo será o ministro português das Finanças.

O chefe de Estado também pareceu dar como certa a eleição de Mário Centeno, e considerou que mudará a forma como o país é olhado: "Quando olham agora para Portugal olham para o país que tem o presidente do Eurogrupo. Não é exatamente a mesma coisa. Era um patinho feio, para muitos, muito feio, há dois anos, e agora, de repente, é um cisne resplandecente. Isso faz toda a diferença".

"Agora, tudo tem um preço na vida. E o preço é o seguinte: é que não se brinca em serviço. A execução de 2018 e o Orçamento para 2019 têm de corresponder àquilo que é a exigência de alguém que dá o exemplo no Eurogrupo", acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que continua a pensar que esta eleição comporta "um preço de exigência acrescida em relação a Portugal no caminho seguido em termos financeiros", e reiterou que Centeno precisa de "nunca se esquecer que é ministro das Finanças de Portugal".

"A vida é assim. Tudo o que é bom tem um preço", observou.

Segundo o Presidente da República, "o preço a pagar significa continuar a ter muito juízo na linha definida e não ter aventuras" orçamentais.

No seu entender, "vai haver muitas vezes a tentação, em ano pré-eleitoral", de passar essa linha - "quer nos partidos que apoiam o Governo, quer na oposição, que às vezes também apresenta propostas que implicam um aumento de despesas muito considerável, como se viu no debate do Orçamento".

No entanto, manifestou-se confiante: "A vida ensinou-me que o que tem de ser tem muita força. Quer dizer, a realidade tem muita força".

O chefe de Estado começou por "sublinhar que é bom para Portugal" o ministro das Finanças ser eleito presidente do Eurogrupo, considerando que "representa o reconhecimento de um percurso que Portugal, com vários governos, fez dentro da União Europeia".

A eleição de Centeno "significa o reconhecimento daquilo que o Governo fez nos últimos dois anos" e também "o reconhecimento do papel decisivo que ele teve na política financeira do Governo e no modo como conquistou o apoio dos seus colegas na zona euro", prosseguiu.

"Nesse sentido, é para nós, portugueses, uma alegria o sentirmos esse reconhecimento da parte de tantos países, tantas economias e tantos responsáveis a nível europeu", defendeu.

Na sua opinião, Portugal vai "ter uma voz mais forte do que aquela que tinha até agora a nível das instituições europeias", porque "o presidente do Eurogrupo fala com mais autoridade e mais à vontade" sobre as políticas financeiras europeias, "tem mais força".

Portugal "ganha de uma compreensão acrescida", e "um prestígio acrescido e um maior espaço de manobra", reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa congratulou-se por os dois candidatos à liderança do PSD, Rui Rio e Pedro Santana Lopes, terem sido "ambos elogiosos da eleição do ministro das Finanças como presidente do Eurogrupo, dizendo que era bom para Portugal".

"É o ponto de vista, aliás, de um partido liderante da oposição que espera ser Governo logo que possa", disse.

Porém, acentuou que esta eleição traz "maior responsabilidade" e "trabalho acrescido" para Centeno" e advertiu que "todos os olhos vão estar em Portugal para ver se, de facto, se continua um caminho que foi o caminho que justificou esta eleição".

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