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Portugueses são mais de um quarto dos alunos que abandonam a escola
Luxemburgo 3 min. 25.06.2015 Do nosso arquivo online
Estudo

Portugueses são mais de um quarto dos alunos que abandonam a escola

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Portugueses são mais de um quarto dos alunos que abandonam a escola

Foto: Arquivo
Luxemburgo 3 min. 25.06.2015 Do nosso arquivo online
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Portugueses são mais de um quarto dos alunos que abandonam a escola

Os portugueses representam mais de um quarto dos alunos que abandonam o ensino público luxemburguês sem completarem a escolaridade obrigatória, sendo os mais afectados pelo abandono escolar, a seguir aos luxemburgueses.

Os portugueses representam mais de um quarto dos alunos que abandonam o ensino público luxemburguês sem completarem a escolaridade obrigatória, sendo os mais afectados pelo abandono escolar, a seguir aos luxemburgueses.

Os números, referentes a 2012/2013, foram divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Educação do Luxemburgo, num relatório sobre as causas do abandono escolar.

Apesar de representarem apenas 21,7 % do total de alunos que frequentam o ensino luxemburguês, os portugueses foram 26,4% dos que abandonaram a escola nesse ano sem completar a escolaridade obrigatória.

Nesse ano lectivo, deixaram os bancos da escola 437 alunos portugueses, segundo o relatório.

Mas entre os portugueses e estrangeiros que abandonam o ensino público luxemburguês, há muitos que vão estudar para outros países, a maioria para a Bélgica. É o caso dos portugueses, brasileiros e cabo-verdianos, mas também de belgas e alemães, indica o estudo.

Entre os portugueses, 19% (83 alunos) reiniciaram os estudos noutro país. Uma percentagem que sobe para 28,1% no caso dos cabo-verdianos (nove alunos) e para 47,6% (dez alunos) entre os brasileiros.

Entre os portugueses que abandonaram a escola definitivamente, 20 integraram o mercado de trabalho, 11 beneficiaram de uma medida de inserção profissional, enquanto 126 não tinham qualquer ocupação. Além destes, 106 não puderam ser contactados, presumindo o relatório que abandonaram o país.

ESTRANGEIROS SÃO OS MAIS AFECTADOS

Os números do abandono escolar aumentaram em relação ao ano anterior: no último estudo, eram 9,2% dos alunos, sendo agora 11,6% os que deixam a escola sem concluir a escolaridade obrigatória.

Tal como em anos anteriores, os alunos estrangeiros são os mais afectados pelo abandono escolar: apesar de constituírem apenas 37,1 % da população estudantil, representam 41,7 % dos que deixam a escola antes de completar a escolaridade obrigatória.

Os portugueses são 26,4 % dos que abandonam a escola, seguidos dos alunos da antiga Jugoslávia (4,4%), italianos (2,7%) e franceses (2,6%). Seguem-se os cabo-verdianos (1,3%). Os brasileiros são 0,4% dos que deixam a escola, representando sensivelmente 0,3% da população total.

Os luxemburgueses representam 58,3 % dos alunos que abandonaram a escola (817 alunos, contra 437 portugueses), mas constituem 63 % do total de alunos.

O estudo acompanhou os 1.643 alunos que deixaram o ensino público luxemburguês em 2012/2013 para saber quantos prosseguiram os estudos noutras instituições de ensino e quantos abandonaram definitivamente a escola sem concluir a escolaridade obrigatória.

Do total de adolescentes que não regressaram às aulas no último ano lectivo, 8,6% voltaram a inscreveram-se noutra escola no Luxemburgo e 16,7% no estrangeiro, a maioria na Bélgica. Entre os que abandonaram definitivamente a escola, só 6,6 % têm emprego, beneficiando ainda 3,9% de uma medida de inserção profissional. Quase um terço (32,3%) não tem nenhuma ocupação.

Os autores do estudo não conseguiram contactar um quarto dos alunos (27,1%) que deixaram a escola (449 jovens), presumindo o relatório que a grande maioria terá entretanto abandonado o país.

As causas mais frequentes citadas pelos alunos para abandonar a escola são o insucesso escolar (24,6%) e o descontentamento com a orientação para aquele ramo de ensino (24,8%). Ao contrário do estudo do ano passado, quando 3,7% invocavam problemas com as línguas, este ano esta queixa está ausente do relatório, apesar de serem muitos os que procuram escolas do outro lado da fronteira, a maioria na Bélgica.

P.T.A.


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