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Estudo. Novo coronavírus já circulava no Luxemburgo desde fevereiro
Luxemburgo 2 min. 29.05.2020

Estudo. Novo coronavírus já circulava no Luxemburgo desde fevereiro

Estudo. Novo coronavírus já circulava no Luxemburgo desde fevereiro

Foto : Pierre Matgé
Luxemburgo 2 min. 29.05.2020

Estudo. Novo coronavírus já circulava no Luxemburgo desde fevereiro

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
O objetivo deste estudo é documentar o aparecimento ou o reaparecimento do vírus no Luxemburgo o mais cedo possível.

O ministro da Saúde anunciou a 29 de fevereiro o primeiro caso confirmado de covid-19 no Luxemburgo. Porém, um estudo do Instituto de Ciência e Tecnologia do Luxemburgo (LIST), em colaboração com o LNS (Laboratório Nacional de Saúde) veio confirmar que o novo coronavírus já circulava no Grão-Ducado há mais tempo.

Segundo o estudo Coronastep, orientado por Leslie Ogorzaly e Henry- Michel Cauchie, a partir de amostras de águas residuais recolhidas desde abril de 2019, foi possível detetar vestígios do genoma SARS-CoV-2, o novo coronavírus, a partir de 25 de fevereiro de 2020, antes de serem analisadas as primeiras amostras humanas.

Durante a vaga de contaminação no Luxemburgo, de meados de março até hoje, as curvas de concentração do vírus nas águas residuais apresentaram uma correlação estreita com a curva de casos positivos de covid-19 apresentada na página web do Governo.

O objetivo deste estudo é documentar o aparecimento ou o reaparecimento do vírus no Luxemburgo o mais cedo possível. "O método de monitorização do vírus nas águas residuais revela-se muito sensível, ou seja, é capaz de detectar pequenas quantidades de vírus nas amostras analisadas", especifica o LIST. 

O Coronastep complementa o estudo Con-vince, que tem por objetivo testar pessoas assintomáticas para avaliar a propagação da covid-19 no Luxemburgo. O objetivo é também obter um instrumento complementar da monitorização tradicional para observar o mais de perto possível os efeitos do levantamento das restrições de confinamento.


Covid-19. Novo coronavírus já circulava nos EUA no início de fevereiro
Sara Cody, diretora médica do condado de Santa Clara, na Califórnia, disse que as mortes detetadas na sua zona, no início e meio de fevereiro revelam “provavelmente a ponta de um icebergue de dimensão desconhecida”.

Segundo o instituto, cujo grupo de Microbiologia Ambiental já acompanha os vírus das águas residuais há mais de 10 anos, um dos fatores que tornam este tipo de análise especial é que se trata de um processo muito rápido. 

"A técnica utilizada pelo LIST permite identificar o estado geral de contaminação entre uma população de mais de trezentas mil pessoas, ou seja, o número de pessoas ligadas às estações de tratamento de água amostradas, no prazo de um dia", explica a instituição em comunicado.

Ao longo de toda a duração da epidemia, as equipas mobilizadas foram assim capazes de monitorizar as alterações no nível de contaminação, uma vez que é possível determinar se "existem possíveis variantes genéticas da SRA-CoV-2 que circulem na população luxemburguesa", lê-se.

Também nos Estados Unidos da América e na França foram realizados estudos semelhantes que confirmam que os primeiros vestígios de coronavírus apareceram cerca de um mês antes do anúncio do primeiro caso pelas autoridades sanitárias. 

   

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