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Estudo da Universidade do Luxemburgo: Escola "précoce" não chega a todas as crianças de três anos
Luxemburgo 2 min. 12.11.2015 Do nosso arquivo online

Estudo da Universidade do Luxemburgo: Escola "précoce" não chega a todas as crianças de três anos

Estudo da Universidade do Luxemburgo: Escola "précoce" não chega a todas as crianças de três anos

Foto: Maurice Fick
Luxemburgo 2 min. 12.11.2015 Do nosso arquivo online

Estudo da Universidade do Luxemburgo: Escola "précoce" não chega a todas as crianças de três anos

A escola "précoce" não chega a todas as crianças de três anos de idade. Segundo um estudo da Universidade do Luxemburgo (UNI), revelado esta quarta-feira, no ano lectivo de 2013/2014, apenas 63,5% das crianças tiveram vaga na escola infantil pública. A maior parte são crianças luxemburguesas, logo seguidas das crianças portuguesas.

A escola "précoce", ou infantil em português, não é obrigatória, mas os pais que desejem podem inscrever os seus filhos, a partir dos três anos, na escolas da autarquia de residência. O problema é que muitas vezes não há lugares para todas as crianças, ou seja, a procura é superior à oferta.

O estudo da Universidade do Luxemburgo, encomendado pelo Ministério da Educação Nacional para avaliar a "école précoce", revela que no ano lectivo de 2013-2014, apenas 63,5% das crianças com três anos frequentaram a escolaridade infantil, ou seja, 4.286 crianças.

A escola infantil no Luxemburgo tem alunos de mais de cem nacionalidades: os luxemburgueses são os mais representativos, com 56%, logo seguidos dos portugueses, 21%, e dos franceses, com 6%.

No estudo feito pela UNI, 80% dos pais entrevistados afirmaram estar satisfeitos com a "école précoce", e que a escola responde às necessidades dos seus filhos.

Apesar disso, o estudo aponta algumas áreas a melhorar no ensino "précoce", sobretudo no que diz respeito à articulação da escola com as estruturas de acolhimento para os tempos livres ("maison relais").

"Há situações em que as crianças saem várias vezes da escola para a 'maison relais' e isso há que melhorar. As crianças não podem andar de um lado para outro, sob pena de se cansarem e de corrermos o risco de se desorientarem. É necessário encontrar uma maneira de, por exemplo, o almoço poder ser servido na escola", diz ao CONTACTO o ministro da Educação, Claude Meisch.

A escola "précoce" funciona todos os dias, em alguns dias em "part-time" e noutros a tempo completo. A UNI sugere que as aulas funcionem apenas durante o período da manhã. Uma ideia que surpreende o ministro da Educação.

"Eu fiquei surpreendido com essa sugestão, e confesso não podermos enveredar por essa opção enquanto não for possível haver uma maior coordenação com as 'maison relais'. Essa opção seria muito desfavorável para os pais, sobretudo para aqueles que trabalham", diz Claude Meisch.

O estudo mostra que os pais só inscrevem os filhos na escola infantil se conseguirem garantir uma vaga numa estrutura de acolhimento que cuide dos filhos fora do horário escolar. Só 76% das comunas do Luxemburgo têm "maison relais".

Segundo o estudo apresentado esta quarta-feira, a escola infantil desempenha um papel essencial na aprendizagem do luxemburguês. Aliás, a "familiarização das crianças com a língua luxemburguesa era a missão prioritária da escola 'précoce'", diz um texto do Ministério distribuído aos jornalistas.

O ministro da Educação reconhece a importância da escola na aprendizagem do luxemburguês, mas defende a introdução, por exemplo, do francês na escola infantil.

"O desenvolvimento linguístico assente apenas na língua luxemburguesa já não chega para responder às realidades linguísticas que se tornaram mais complexas, uma vez que temos cerca de cem nacionalidades diferentes nas escolas. E por isso, porque não introduzir o francês? Era uma maneira de os alunos luxemburgueses começarem a familiarizar-se mais cedo com o francês", diz Meisch ao CONTACTO.

DM



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