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Estudo da OCDE: Filhos de imigrantes no Luxemburgo sentem-se menos discriminados que os pais
Luxemburgo 3 min. 03.07.2015 Do nosso arquivo online

Estudo da OCDE: Filhos de imigrantes no Luxemburgo sentem-se menos discriminados que os pais

Estudo da OCDE: Filhos de imigrantes no Luxemburgo sentem-se menos discriminados que os pais

Luxemburgo 3 min. 03.07.2015 Do nosso arquivo online

Estudo da OCDE: Filhos de imigrantes no Luxemburgo sentem-se menos discriminados que os pais

Um estudo da OCDE indica que na maioria dos países da UE os filhos dos imigrantes se sentem mais discriminados do que os seus pais. O Luxemburgo é uma excepção, "o que parece reflectir resultados mais positivos para os filhos dos imigrantes" neste país, segundo a OCDE.

Um estudo da OCDE indica que na maioria dos países da UE os filhos dos imigrantes se sentem mais discriminados do que os seus pais. O Luxemburgo é uma excepção, "o que parece reflectir resultados mais positivos para os filhos dos imigrantes" neste país, segundo a OCDE.

No Luxemburgo, 4,7% dos imigrantes de primeira geração consideram-se discriminados, um valor que desce para 1,4% no caso dos filhos de estrangeiros nascidos no Grão-Ducado. 

Estes resultados contrariam a tendência na maioria dos países da União Europeia, onde "um em cada cinco descendentes de imigrantes se sentem discriminados por causa da etnia, nacionalidade ou raça", contra apenas cerca de 15% dos imigrantes de primeira geração. Na Holanda e na Áustria, este valor é ainda mais alto: um terço dos filhos de imigrantes queixa-se de discriminação, contra apenas 22,5% entre a primeira geração de imigrantes na Áustria e 18,7% na Holanda.

Em Portugal, os filhos dos imigrantes também se sentem mais discriminados (20,3%) do que os seus pais (17,6%). 

Uma tendência a que fogem apenas três países da UE: além do Luxemburgo, só na Suécia e Dinamarca os filhos de estrangeiros se queixam menos de discriminação do que os imigrantes da primeira geração, tal como acontece também na Suíça. Um resultado que segundo o estudo pode indicar que nestes países a segunda geração teve mais oportunidades do que os seus pais.

"A inversão deste padrão em países como o Luxemburgo e a Suíça - onde os filhos dos imigrantes nascidos no país se queixam menos de discriminação do que os seus pares nascidos no estrangeiro - parece reflectir resultados mais positivos para os filhos dos imigrantes nestes países", pode ler-se no estudo, divulgado na quinta-feira.

Imigrantes sofrem mais discriminação no mercado de trabalho

O estudo também analisou a inserção no mercado de trabalho dos imigrantes e seus descendentes, tendo concluído que "os filhos de imigrantes continuam a enfrentar maiores dificuldades [que os nacionais] para se integrarem em países da OCDE, especialmente na União Europeia, onde os seus fracos resultados na educação fazem com que muitos lutem para encontrar trabalho", pode ler-se no documento. 

Aqui, o Luxemburgo tem melhores resultados do que a maioria dos países europeus: só 8% dos jovens filhos de pais estrangeiros entre os 15 e os 34 anos estão sem ocupação profissional ou não frequentam formação, contra 20% na UE. 

No Grão-Ducado, os imigrantes e os seus filhos também se aproximam dos nacionais nas taxas de empregabilidade e desemprego, ao contrário do que acontece na maioria dos países da OCDE, onde o desemprego afecta maioritariamente os estrangeiros.

Apesar disso, os estrangeiros continuam a estar mais sujeitos ao risco de pobreza (26%, contra apenas 8% dos nacionais), sendo também um dos países com maior percentagem de "trabalhadores pobres". Os imigrantes no Luxemburgo também têm tendência a viver em habitação mais degradada e com menos espaço por pessoa (10% dos estrangeiros, contra apenas 1% dos luxemburgueses).

O Grão-Ducado é também o país com mais estrangeiros em trabalhos não-qualificados (75%, contra um quarto na União Europeia), segundo dados de 2012-2013.  

No acesso à educação, o Luxemburgo também tem piores resultados do que a maioria dos seus pares. A percentagem de filhos de imigrantes nascidos em famílias com baixos rendimentos a conseguirem ter sucesso na escola (classificando-se entre os melhores 25%) é quatro vezes mais baixo que o das crianças luxemburguesas.

P.T.A.


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