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"Este ano decidi vir porque está cá o Presidente"
Luxemburgo 1 2 min. 25.05.2017 Do nosso arquivo online
Fátima em Wiltz

"Este ano decidi vir porque está cá o Presidente"

Fátima em Wiltz

"Este ano decidi vir porque está cá o Presidente"

Luxemburgo 1 2 min. 25.05.2017 Do nosso arquivo online
Fátima em Wiltz

"Este ano decidi vir porque está cá o Presidente"

Duas horas antes da chegada de Marcelo Rebelo de Sousa a Wiltz para a peregrinação a Fátima, a localidade do norte do Luxemburgo parece uma aldeia portuguesa em dias de festa, e há quem tenha vindo de propósito para ver o Presidente.

Duas horas antes da chegada de Marcelo Rebelo de Sousa a Wiltz para a peregrinação a Fátima, a localidade do norte do Luxemburgo parece uma aldeia portuguesa em dias de festa, e há quem tenha vindo de propósito para ver o Presidente. "Já não vinha cá há quatro anos, mas este ano decidi vir porque está cá o Presidente, e é mais um apelo", conta ao Contacto Ruben de Sousa, de 65 anos, há quase 50 no Luxemburgo. "Gosto dele e para mais é do meu partido".

O imigrante reformado veio de comboio com a família, para evitar as enchentes que se prevêem com a vinda do Presidente da República e dos Grão-duques, no ano em que a peregrinação iniciada em 1968 assinala o 50º aniversário. Marcaram lugar mesmo em frente ao campo de futebol onde vai decorrer a missa campal, sentados em bancos dobráveis, para garantir que não perdem pitada. "É de onde se vir melhor! Aqui estamos à sombra, é melhor", comenta o português.

Ruben vem do Fiolhoso, no concelho de Murça, conhecido como a "aldeia mais luxemburguesa de Portugal". Há tantos imigrantes da terra que o governo luxemburguês financiou há uns anos a construção de um lar de idosos na localidade, para os reformados que regressam a Portugal. “Foi o Luxemburgo que deu para lá o dinheiro”, diz Angelina. "Eu gosto do Luxemburgo, como gosto da minha terra. Não posso dizer mal porque foi aqui que fiz a minha vida, e não me queixo", diz Ruben.

Luísa vem há 22 anos à peregrinação ao santuário de Fátima em Wiltz, e para já, surpreendeu-se por estar menos gente do que estava à espera. “Este ano estava à espera de muita gente, por causa do Presidente, e decidi vir de comboio com os meus compadres. Mas até agora acho que está menos gente, para esta hora…”. “Ainda é cedo, vai vir mais gente”, garante Ruben.

Mais acima, sentada na relva, Fátima mete-se na conversa. “Eu sou Fátima e venho a Fátima”, brinca. A portuguesa veio com a irmã a pé, para cumprir uma promessa, e foi “uma coincidência” ser no ano em que “tudo acontece”. “Já estava decidido há um ano, e calhou de vir aqui o Presidente, de serem os 50 anos e de calhar tudo junto”, explica a irmã, Luísa.

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Luzia Rodrigues, no Luxemburgo há quase 30 anos, costuma vir a Wiltz, mas este ano “não é só a fé que a traz”. “Desta vez, também venho pelo Presidente da República, que é um presidente dos afetos e não tem o nariz empinado”, elogiou.

Mas também há quem venha à peregrinação apenas pela fé. Na igreja de Niederwiltz, de onde vai sair a procissão às 14h30, há fila para entrar e ver a imagem peregrina de Fátima, que veio da Cova da Iria para assinalar o centenário das "aparições" e os 50 anos da peregrinação dos imigrantes portugueses a Wiltz. Quando chegou à sua vez, Adélia Fernandes começou a chorar.

Ao Contacto, a imigrante disse que veio a Wiltz “pela fé, como todos os anos”, e “não para ver Marcelo nem David Carreira”. O cantor foi convidado pela Presidência para atuar ao fim da tarde, antes do encontro de Marcelo Rebelo de Sousa com a comunidade portuguesa, às 17h30, no final das cerimónias religiosas.

Paula Telo Alves / Álvaro Cruz / Paula Cravina de Sousa


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