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"Estamos profundamente perturbados com as acusações infundadas" ao Déi Gréng sobre o caso Braz
Luxemburgo 2 min. 14.10.2021
Felix Braz

"Estamos profundamente perturbados com as acusações infundadas" ao Déi Gréng sobre o caso Braz

Djuna Bernard, presidente do Déi Gréng.
Felix Braz

"Estamos profundamente perturbados com as acusações infundadas" ao Déi Gréng sobre o caso Braz

Djuna Bernard, presidente do Déi Gréng.
Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 2 min. 14.10.2021
Felix Braz

"Estamos profundamente perturbados com as acusações infundadas" ao Déi Gréng sobre o caso Braz

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A presidente do Déi Gréng reage à reportagem do Contacto declarando que Felix Braz “continuará a ser um amigo no seio do nosso partido”.

 Djuna Bernard, presidente Déi Gréng, e o seu partido dizem-se muito felizes com as melhorias conquistadas por Felix Braz, nestes dois anos, após a grave paragem cardíaca. "Regozijamo-nos com Félix por cada passo em frente que dá para uma melhor saúde e continuamos a desejar-lhe uma boa recuperação", vinca ao Contacto Djuna Bernard, numa declaração a propósito da reportagem do nosso jornal com Felix Braz publicada ontem, onde o lusodescendente, de 55 anos, relata a longa e dura recuperação das sequelas desde agosto de 2019. Desde então tem travado uma batalha diária para recuperar a sua saúde sempre com a família ao seu lado.

A presidente do Déi Gréng reconhece ao Contacto que Felix Braz "através do seu compromisso político tem grandes méritos para o nosso país e para o nosso partido". O partido ao qual pertenceu o antigo vice-primeiro-ministro, tido como um dos elementos importantes no crescimento de Os Verdes. "Para mim pessoalmente e para numerosas pessoas ele é um modelo", vinca Djuna Bernard. E acrescenta: "Embora estejamos profundamente perturbados com as acusações infundadas que foram expressas na imprensa, Félix é e continuará a ser um amigo no nosso partido e esperamos poder permanecer em contacto com ele".


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"Quando um homem cai, cai sozinho." Dois anos depois do ataque cardíaco e do coma, o lusodescendente que chegou a vice-primeiro-ministro do Luxemburgo fala de traição e amor, combate e sobrevivência. Uma reportagem com depoimentos, vídeos e imagens exclusivas.

Na reportagem do Contacto, Felix Braz e a sua família falam da desilusão que sofreram com o Déi Gréng e o Governo que, como o antigo vice-primeiro-ministro conta na reportagem, decidiram por uma "demissão honorável" em outubro de 2019. Uma decisão anunciada e tomada ao fim de "cinco semanas", quando o prometido tinha "sido três meses", como refere Bibi Debras, a mulher do lusodescendente.

Por isso, o casal entrou com um processo na justiça. Ao Contacto, o filho de portugueses de Castro Marim revela também as dificuldades financeiras que está a passar devido à demissão forçada e que irão aumentar a partir de outubro, quanto terminar o subsídio de espera.


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As opções do Déi Greng

Djuna Bernard lembra precisamente ao Contacto as possibilidades que o país oferece a quem passa por situações de doença como a de Felix Braz, ou com o seu cargo. "Como ministro cessante tem direito a um subsídio de espera de dois anos. Tem também direito a um cargo de primeiro conselheiro, desde que esteja apto para o trabalho. Se não estiver, tem direito a uma pensão por invalidez, como todas as outras pessoas que não podem trabalhar por razões de saúde antes de se reformarem", explica a presidente do Déi Greng.

Só que a situação dos Braz é delicada. "Temos dois filhos menores e a estudar na universidade. Há tratamentos que não têm comparticipação da Caixa de Saúde, mas que funcionam, como a neuroestimulação. Ele tem três sessões por semana e cada uma custa 150 euros", explica Bibi Debras na reportagem do Contacto. "Ao fim de dois anos, as nossas poupanças estão a esgotar-se". As perspetivas de futuro são pouco animadoras. 

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