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Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro enviado para Portugal na segunda-feira
Luxemburgo 06.12.2019

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro enviado para Portugal na segunda-feira

Entrada do centro de retenção do Findel.

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro enviado para Portugal na segunda-feira

Entrada do centro de retenção do Findel.
Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 06.12.2019

Escravatura moderna/Vianden. Trabalhador brasileiro enviado para Portugal na segunda-feira

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Fica descartado o regresso ao país de origem, Brasil, já que o trabalhador paga casa e tem família em Portugal.

O cidadão brasileiro detido no âmbito da investigação levada a cabo pela Inspeção de Trabalho e das Minas (ITM) e pela Polícia grã-ducal, às condições de trabalho oferecidas por um grupo hoteleiro de Vianden, vai ser enviado para Portugal na próxima segunda-feira.

A confirmação foi feita à Rádio Latina pelo vice-presidente do Comité de Ligação das Associações de Estrangeiros (CLAE), António Valente, que está a acompanhar o processo deste trabalhador.

Na investigação jornalística da Rádio Latina sobre este caso de escravatura moderna, portugueses e brasileiros recrutados para trabalhar num hotel em Vianden e em dois restaurantes em Ingeldorf queixam-se de horas excessivas de trabalho, falta de contratos e de segurança social, condições precárias de habitação no sótão do hotel ou salários em atraso.


Trabalhadores recrutados em Portugal denunciam escravatura moderna em Vianden
A Rádio Latina iniciou, há cerca de um mês, uma investigação sobre trabalhadores recrutados em Portugal que se queixam de escravatura moderna num hotel e restaurantes da zona norte do país, mais concretamente, em Vianden e Ingeldorf.

No caso deste trabalhador brasileiro, foi recrutado em situação ilegal de permanência no Luxemburgo e detido no centro de retenção do Findel, na sequência de uma grande operação policial ao hotel, em início de novembro, junto com a ITM e agentes alfandegários. Quanto ao salário, já recebeu quase tudo o que lhe devem.

Segundo António Valente, o trabalhador está preparado para a possibilidade de ser escoltado por dois polícias até ao aeroporto do Porto, onde deverá ser entregue ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Fica para já descartado o regresso ao país de origem, Brasil, já que o trabalhador paga casa e tem família em Portugal.


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